Uma Swale é uma vala construída pelo homem seguindo um nível de mesma altura (curva de nível), feito para a captação e o reter da água da chuva. A água pode se infiltrar no solo gradualmente e hidratar ele.
Um termo usado no Nordeste é também : “curva de nível murundú”
Aqui está uma vala preenchida por água da chuva.
Vala de infiltração de perfil;
Swales são a maneira mais conveniente de armazenar água da chuva.
Quando uma terra é desmatada nenhuma árvore pode servir a evitar a erosão.
A água de escoamento remove em poucos anos o topo do solo.
A vegetação pode então levar décadas ou até mesmo séculos para se recuperar novamente, constantemente removidas pela água da chuva que corre e pela dificuldade de estabelecer raízes em um subsolo hostil.
Swale, através da criação de um canal de água ajuda no processo de captação de água e a infiltração no solo.
Depois de apenas alguns anos, a vegetação cresce novamente e a camada arável se regenera.
Swale não são eternas e a erosão ainda terá impacto sobre essa arquitetura se não houver árvores com raízes profundas plantadas para assumir com a prevenção da erosão.
Vários métodos existem no que diz respeito à localização das árvores e da Swale.
Plantando a árvore em cima da borda da vala, vai permitir o estabelecimento rápido da raiz deixando o solo fofo.
No entanto este local tende a secar rapidamente de modo que este processo precise ser feito no início da época úmida.
Plantando as árvores, logo abaixo da valeta vai permitir usar a borda como uma plataforma para acessar a valeta e colher os frutos das árvores.
A vala segue uma curva de nível, o que significa que a sua construção precisa ser feito utilizando ferramentas adequadas de nivelamento. Duas ferramentas são usadas principalmente;
– Uma ferramenta em forma de “A” . Neste caso, você precisa introduzir inicialmente uma tara usando uma área horizontal e marcar a posição do fil vertical na barra horizontal do “A” para indicar a posição horizontal.
– Uma mangueira transparente cheia de água que é a ferramenta mais conveniente se a sua valeta tem mais de 10 metros.
Em alguns casos, você precisa primeiro remover em parte a vegetação para aceder ao ponto mais provável na linha de nível.
A fim de evitar a remoção de muita vegetação se não estiver muito certo do caminho onde ir na horizontal, a melhor maneira de avaliar isso com os olhos sozinho é se posicionar numa posição perpendicular em relação à linha de contorno.
Só nesta posição você pode ter uma boa estimação do plano horizontal. Tentando avaliar a posição horizontal de uma linha ficando e olhando numa extremidade não da bons resultados.
A vala vai capturando a água modificando a umidade e estrutura do solo, descendo a colina.
Uma lente de água ou pluma de água é criada no formato que vai depender da composição e pressões nas camadas geológica e o ângulo da inclinação.
Aqui é uma descrição da evolução típica do armazenamento de água no interior do solo.
Se você precisa controlar e reduzir o nível de umidade gerado abaixo da swale a melhor maneira de fazê-lo é o plantio de árvores para monitorar a pluma de água.
Este é um ponto sensível se você construir uma vala até o morro de uma casa. A concentração de umidade podem provocar a infiltração de água no solo da casa.
Transbordamento da vala
Valas podem incluir um canal de transbordo para redirecionar a água para outra valeta ou sobrecarga existente na rede.
Um canal de transbordo de água precisa ser coberto com um material não erosionáveis (por exemplo: plástico, … ).
Escavar o canal de transbordo sem uma proteção contra a erosão vai gerar um efeito de aterramento no canal que está sendo escavado até pelas pancadas da chuva quando acontecem.
A erosão vai aprofundar o canal de transbordamento até que seu fundo vai ficar no mesmo nível do que a parte inferior da vala, à tornando ineficaz em manter a água.
Valas Personalizadas
Em locais com alta erosão a vala irá reter areia e sedimentos.
Esta terra pode ser utilizado para ser transferido em locais onde é necessária como solo macio ou mesmo ser usado como areia para construção.
Uma terceira solução consiste em utilizar essa terra para transformar a forma da vala, a fim de criar um terraço.
Os Sedimentos vão ajudar a criar uma mistura leve de terra úmida com grande potencial para o cultivo.
A seção que vem a seguir, poderá criar diferentes tipos de vala, dependendo da situação.
Antes de tudo, é importante diferenciar uma vala coletando chuva de uma área desertificada e uma vala coletando água em baixo de uma área de vegetação estabelecida.
A primeira vai ser preenchido ao longo do tempo por areia, lama e matéria orgânica. Como mostrado na imagem acima.
A erosão trouxe areia (visto no meio da fotografia) e silte (em baixo / lado direito), que estão sendo colhidos e levados para outro local onde o solo arenoso vai ajudar o desenvolvimento radicular.
Neste contexto, é necessário deixar a valeta sem vegetação ou cobertura morta, a fim de permitir um acesso fácil à areia, silte e materiais acumulados, para outro uso. Neste caso, a valeta desempenha uma função adicional que é a colheita de certas texturas de solo (areia, silte) que pode ser muito útil, por exemplo
– Para adicionar areia em forma de círculos de banana no solo compactado. Ou qualquer formato que exija boa drenagem.
– Para obter areia, em certos casos, suficientemente pura, para utilizar com cimento.
– Para obter silte para misturar com terra para a fertilidade adicional.
– Para transformar as valas em terraços movendo a areia para baixo (veja na foto abaixo)
Um secundário swale (localizado embaixo do primeiro) não receberá areia porque o primeiro faz uma barreira para a areia.
No presente caso, o buraco pode ser preenchido com palha para melhor manter a umidade e contribuir para recompor o solo na parte inferior da valeta ou pode ser usado como um pit alemão (pit com Hugel Kultur).
Neste caso, a vegetação que se estabelecer lá terá de ser adaptada ao ecossistema com longos períodos dentro da água (Veja a foto abaixo).
A areia e lodo acumulado da vala superior pode ser misturado com a terra usado para fazer o terraço.
Um valeta sempre precisa seguir a curva de nível, a fim de manter a água, no entanto, pode desempenhar também um papel diferente e ter uma especificidade adicional.;
– Canalização de água, a uma lagoa por exemplo, (ver foto abaixo)
– Ter uma variação de profundidade, a fim de monitorar a quantidade de água que vai se infiltrar no solo. (ver foto abaixo)
No caso de canalização, pode ser necessário adicionar portas para monitorar o débito de transbordamento para o local desejado.
Se deixarmos abrir o fluxo de água na maior parte do tempo, vai encher o tanque e não vai ficar no nível da vala.
As prioridades entre o nível da lagoa e acúmulo de água na vala pode ser gerido através de portões simples.
Uma vez que a água atingir a parte superior da porta do transbordamento, vai começa a encher o tanque.
O transbordo do tanque pode ser evitado, se necessário, por ter um ponto de evacuação de excesso de água sobre a vala,
ao mesmo nível do que o nível máximo desejado na água da lagoa.
Localização de plantas na swale
Árvores do sistema radicular permitem corrigir a forma da terra contra a erosão ao longo do tempo.
Em seguida, é importante ter plantas perenes, grande o suficiente para fixar na valeta.
Ao longo do tempo, o buraco irá desaparecer e as perenes irá reproduzir a função de controle de erosão (raízes, cobertura morta, húmus, cobrir o solo).
Se a inclinação for importante, árvores com raízes profundas devem ser prioridade.
As árvores podem ser plantadas embaixo do monte, para que o monte pode ser usada como uma plataforma para acessar os frutos.
Se plantada no monte, as árvores frutíferas pode ser de especias menores para compensar a elevação (veja foto abaixo).
A terra do monte é geralmente mais leve uma vez que a terra tenha sido escavada a partir do buraco.
O sistema radicular vai se desenvolver facilmente lá. O único inconveniente é a tendência do monte se tornar rapidamente seco.
É desaconselhável plantar árvores dentro do poço, que o solo é geralmente menos fértil e muito compactado la.
A parte inferior da vala sofre assim variações de higrometria importantes, que poderiam impactar a árvore.
Para resolver isso, você pode criar um “pit alemão” como descrito acima (somente em valas secundárias).
Ao definir a linha de contorno antes de escavar a valeta, pode acontecer de você encontrar uma árvore no caminho.
Se acontecer, não é necessário remover a árvore. Você pode cavar a vala para baixo ou para cima da árvore na parte específica onde ela se encontra.
Ao fazer isso você deve se certificar de que o fundo da vala e do topo da estadia estão no mesmo nível que o restante da vala.
Quando o declive é acentuado a melhor alternativa é cavar a vala até o morro para contornar a árvore.
Em ambas as soluções é necessária uma análise prévia da estrutura da raiz de árvore (tamanho, resiliência, idade).
A Acácia Mangium (Acácia Australiana ou Black Watel) é uma leguminosa (simbiose com bactéria que fixa o nitrogênio) vinda da Austrália e frequentemente encontrada no Brasil. A Acácia Mangium é definida como uma espécie de apoio que tem funções adicionais como quebra vento e madeira para carpintaria quando bem maduro.
Tem características de crescimento surpreendentes. A que aparece na foto abaixo foi plantada no fim de março de 2013 e a foto foi tirada em 4 de junho de 2015. Nos seus dois anos e dois meses esteve crescendo em solo empobrecido no qual há falta de matéria orgânica e minerais diretamente comestíveis.
Isso demonstra que você pode reflorestar uma área muito rapidamente e regenerar o solo em uma velocidade alta. 150 Mangium foram plantadas em 7000m2 de terreno e formam agora a principal estrutura da floresta. Acácia é um arvore de “Preenchimento”.
A que aparece na foto é uma das maiores que se pode encontrar no local onde há vários tamanhos apesar plantadas ao mesmo tempo. Os fatores chave do crescimento são a composição e compressão do solo, a capacidade para que a árvore encontre e inicie a simbiose com as bactérias fixadoras de nitrogênio, a disponibilidade de água et a proteção do vento.
Inicialmente a terra é inundada com árvores leguminosas (de apoio) e quando ao tempo a densidade da folhagem exige isso, eles são ou podadas ou removidas para dar espaço para árvores produtivas. No início, há 90% de arvores de apoio e 10% de árvores produtivas (arvores de “Diversidade“). No fim, os 10% das árvores produtivas se tornam 90% da floresta de alimentos e os 90% de arvores de apoio são reduzidos para 10% da floresta.
O grupo de preenchimento é constituído por espécies que possuem bom crescimento em situação difícil, boa cobertura de copa, proporcionando o rápido fechamento da área plantada e produzindo serapilheira resistente, capaz de asfixiar gramíneas e se degradar devagar. O grupo de diversidade incluem-se as espécies que possuem crescimento lento, são fundamentais para garantir a perpetuação da área plantada substituindo o grupo de preenchimento quando essas entrarem em senescência e produzem uma floresta com inter-relações e sinergias mais sofisticadas.
Em relação ao reflorestamento nos trópicos você terá duas estratégias;
Sucessão florestal imediata
Reabilitação em 3 fases
Sucessão florestal imediata
Plantando todas as árvores e outras plantas ao mesmo tempo (arvores frutíferas, árvores de madeira, quebra vento, leguminosas e árvores melhorando o solo, pequenos arvores e palmeiras, cobertura do solo, etc) incluindo grandes leguminosas como a Acácia Mangium.
Isso implica que o solo já tem fertilidade suficiente para sustentar algumas espécies que precisam de um bom solo,… ou que você tem dinheiro suficiente e muito tempo para adicionar composto, matéria orgânica, água, proteger o solo, modificar e aliviar sua estrutura e acelerar a criação da serapilheira.
Reabilitação em 3 fases
Primeira fase
A alternativa para sucessão imediata de floresta é plantio em grande densidade a Acácia Mangium (uma a cada 4 metros), menores leguminosas (por exemplo leucaena e guandu) e outras espécies resistentes produtivas (fruteiras) entre elas.
Elas podem ser leguminosas ou não mas precisam ser ou pioneiras o resistente ao sol e seca; guandu, leucaena , gliricidia, capim elefante, abacaxi, mandioca, bambu gigante, Açaí , coqueiros anão, limoeiros, laranjeiras , citronela , Pau Brasil, Umbaúba , Monjoleiro, Jabuticaba , Urucum , Aroeira, Amenda , mangaba …
e devem incluir grandes árvores frutíferas o palmeiras (jaqueiras, mangas, jamelão, dende, etc).
A Acácia Mangium e as outra leguminosas representam “o rede de fertilidade” em sua paisagem. Uma “placenta” de proteção et de fertilização.
Todas outras árvores são arvores produtores (capaz de resistir em solos pobres) do futuro design de seu local, de acordo com as diferentes áreas (zonas de Permacultura) que você definiu.
A população de Mangium e outras leguminosas (gliricidia, leucaena, guandu, ingas) podem ser podadas no segundo o terceiro ano para acelerar a criação de mulch junto com o espalhamento das folhagens produzidos pelas arvores.
Algumas Mangium devem ser guardadas como quebra vento e fertilizante. A.Mangium pode ser também podado para manejar a permeabilidade do quebra vento.
Cobertura de palha (o qualquer tipo de mateira orgânica) pode ser intensificado em áreas onde a vegetação tem problemas para se desenvolver.
Se você tem recursos limitados em tempo e em dinheiro, e uma área importante para reflorestar você pode focar sobre;
– conjuntos de árvores espalhadas no local. Eles se tornarão ilhas verdes que você pode estender na direção protegida do vento seco predominante o, na declive. Esses aglomerados de árvores tornar-se o habitat de propagadores de árvores frutíferas como morcegos e aves e ajudam o crescimento de mudas nas partes que eles protegem o fertilizam com fluxos de nutrientes.
– estabelecer valas de infiltração nas declives para parar erosão e umidificar o solo
– utilizar o seus sistemas de reciclagem das água cinzas (com círculos de banana) para criar ilhas de umidade.
Ilhas de umidade pode ser utilizadas também para plantar arvores e plantas que precisam fertilidade e umidade (abacate; capim santo, amora, xuxu, mamao, …)
Secunda fase
Após 1 ano, você pode ;
– plantar acumuladores de nutrientes (aipim, batata doce, inhame ), que iram acumular minerais e hidratos de carbono
– inocular micorrizas no solo para acelerar as trocas de nutrientes entre arvores fertilizantes (leguminosas) et arvores produtores
– leguminosas de altura meia mais sofisticadas e fácil de manejar, como Inga Edulis, menor do que mangium e com uma forma linda de guarda-sol. Varias espécies de Ingas podem tornar-se parte de 20% das espécies de leguminosas permanentes e poderá manter em sua horta. Arvores tropicais não são afetados por inverno e pode segurar bem a poda; Ingas pode ser podadas regularmente e facilmente propagadas no futuro.
Terceira fase
Depois de 2 anos você pode começar a ter compostagem, produzir bastante mateira orgânica e identificar locais férteis onde você pode começar a plantar espécies exigentes ou mais sofisticadas (banana, mamão , amora, graviola , capim-limão , batata doce, biribiri, cacau, cupuaçu , graviola, abacate, maracujá, jenipapo, cana-de-açúcar, chuchu, etc …).
Estes áreas precisam ser intensamente folhados com a poda de mangium e outras leguminosas.
Neste ponto amendoim forrageira pode ser plantada como cobertura do solo em áreas empobrecidas.
Quando reflorestar uma área você pode enfrentar a destruição das mudas por formigas corta-folhas que podem vir de longa distância atraídas pela nova vegetação que você está tentando implantar. Mulching (palha) é a melhor solução para criar barreiras que fazem caminho das formigas problemático. O mulching deveria ser muito irregular com uma estrutura feita de folhas, galhos, palha, etc, evitando longo galhos retos e regulares que pode ser utilizados como pontes de acesso nas mudas.
Na zona 1 dedicado a sua futura horta, você pode sobrecarregar a área com guandu e leucena (que você manterá sempre com menos de 3 anos de idade), que pode ser podada e removida cada vez que você precisa implantar um pedaço de jardim.
Importante: plantar apenas no início da temporada úmida. Cuidar de uma floresta de mudas plantadas no início da estação seca não é sustentável. Durante a estação úmida as mudas , se forem de espécies resistentes, terá tempo para se estabelecer e muito poucos deles vão precisar de rega no seguinte período seco. Folhagens na base das mudas são opções muito boas se não tiver galinhas soltas na área.
Uma vez que a floresta de alimentos atinga o seu clímax Acacia mangium só pode ser mantida em áreas designadas (como quebra vento por exemplo, como arvore de fertilização o como controle de gramíneas invasoras).
Justificação da solução…
Sucessão florestal ecológica
A sucessão ecológica é um fenômeno no qual uma dada comunidade vegetal é progressivamente substituída por outra ao longo do tempo em um mesmo local.
Essa metodologia de reflorestamento se base sobre consórcios de plantas nativas criando uma sinergia imediata entre elas e uma sinergia através do tempo com o consorcio seguinte.
Grupos sucessionais
Ernest Gotsch propõe por exemple os consórcios seguintes de espécies agrícolas domesticadas;
Plantando os consórcios em sequencia, as plantas se desenvolvem naturalmente, estipulando que a riqueza (limitada ao inicial) do solo não é um fator limitando o crescimento das plantas.
Especificidades dos consórcios
Essa visão sistêmica e Biomimética foi desenvolvida também por cientistas analisando a sucessão florestal de bioma nativos (mata atlântica e amazônica)
Adaptação do modelo de sucessão ecológica para otimização e aceleração do reflorestamento
Quando tênia que aplicar esses modelos, aqui foram as variações
necessárias; dependente do contexto,
utilizando os conceitos sistêmicos da Permacultura não limitados a agrofloresta, incluindo arquitetura de paisagem
introduzindo técnicas de reciclagem na integração com o habitat humano
Aceleração das sequencias
Alguns arvores ficando na categoria primárias (último consórcio a dominar) foram plantado na primeira fase assumida a capacidade delas a se desenvolver normalmente desde o começo; Manga, Castanha do maranhão, assim que palmeiras como Coqueiros e Dende.
Outras plantas primárias o segundarias poderiam ser plantadas como Eucalipto, Mogno Africano o Aroeira-pimenteira.
Também outras primeiras foram plantadas assumindo o facto que o crescimento delas foi impactados (particularmente lento) nesses condições inabituais ; Açaí, Caju e Abacate. Os Abacates foram localizados em zonas protegidas do vento e protegidos das gramíneas exóticas agressivas. Cajueiros não cresceu de forma satisfatória, mas foram capazes de resistir as condições meteorológicas e foram capazes de controlar as gramíneas exóticas agressivas. A folhagem de caju, escasso nestas condições difíceis, permitiu o crescimento de espécies secundárias e primárias.
Adaptação das sequencias
Em alguns casos as plantas incluídas no consorcio Pioneiras teórico não foram capazes de suportar a pobreza e a compactação do solo e a seca provocada por El Nino. Por exemplo somente poucos guandus (famoso por sua resistência) poderiam sobreviver. Nesse caso uma serapilheira foi criado para o reconstituo da camada superficial antes de poder plantar qualquer coisa. Abacaxis (segundaria) foram plantados na primeira fase nessas zonas onde não tenha serapilheira por falta desse tipo de recurso.
No caso de Ernest parece que o contexto inicial foi diferente daqui, o desmatamento foi recente no caso de Ernest e o solo tenha um restante de bioma de floresta (percentagem de mateira orgânica minimal associada com fungo, samambaias, sementes de especias nativas), bem adaptado a metodologia de sucessão ecológica porque similar as criação de clareiras numa floresta tropical, fenômeno que acontece quando grande arvores morrem o quando um fogo destruir parte da mata. Nosso contexto foi diferente e tenha uma invasão importante de gramíneas exóticas invasoras (sem predadores) heritieras de pastagens anteriores e uma compactação proibindo o desenvolvimento de pioneiras de pequena altura. Nesse caso o papel da acácia mangium foi de criar um contexto adaptado ao começo da sucessão ecológica; situação facilitada ou similar a um contexto de desmatamento relativamente recente;
folhas grande e resistente do A.Mangium criam uma serapilheira controlando as gramíneas
raízes poderosas permitindo a de-compactação do solo e a competição com gramíneas.
reequilibrar o bioma de fungo e bactéria, numa perspetiva de floresta e não de pastagem
A particularidade do A.Mangium é de ter um tempo de vida superior as leguminosas como Inga, Leucena o Gliricidia então permitindo de criar uma competição perene com as gramíneas invasoras.
Uma vez que o acácia mangium permite de obter um contexto adequado uma solução sera de cortar eles e começar com um terreno onde existe só arbustos nativos e um solo protegido do sol com poucas gramíneas, aplicando a sucessão florestal ecológica clássica.
No entanto nosso caso foi mais produtivos de guardar as mangium e utilizar a biomassa vivante das arvores mais eficiente para fertilizar, guardar umidade e regenerar a camada superficial do solo com uma fonte de nitrogênio estabilizada.
Sinergias fauna / flora
Bromélias têm importância na dinâmica das formações vegetais sob domínio atlântico, destacando sua capacidade em criar microábitat e ofertar recursos alimentares (água) para animais, entre os quais, polinizadores e dispersores. Bromélias foram introduzidas em zona 5 (zona salvagem em Permacultura)
Da mesma maneira círculos de coqueiros anão foram criados para densificar a presencia dessa planta e ajudar mecanicamente a conservação dos nutrientes orgânicos no interior do circulo e em espacio elevado (utilização dos 3 dimensões espaciais). O outro avantajem dessa técnica é a criação de zonas de habitat para morcegos quando as folhas dos coqueiros se encontram. Os morcegos controlam insetos e são propagadores extremamente produtivos de fruteiras.
A criação de agrupamentos de árvores densificados permite de criar zonas protegidas do sol (na periferia dos grupos) com menos densidade radiculares (menor competição) para plantar consórcios primeiras (cacau, abiu, biribiri, graviola), arvores de suporte melhorando a terra e o ecossistema do solo (hibiscos) e PANC (Plantas Alternativas Não Convencionais) para alimentação alternativa (Taioba no sul, onze-horas no norte…).
Consórcios pioneiros
Consórcio de Anapie e Inga
Em situações difíceis consórcios pode ajudar o estabelecimento da vegetação. Por exemplo um consórcio de Anapie e Inga com uma cobertura morta permite as sinergias seguintes: o Anapie quando protegido pela cobertura morta pode resistir muito bem na seca e o sol, o Inga Edulis, mais frágil quando jovem, pode ser colocado na sombra do Anapie uma vez que o Anapie cria um pouco de sombra. O Inga (leguminosa) vai produzir nitrogênio que vai ser aproveitado pelo Anapie. (foto 🙂
As raízes mais profundas do inga vão também melhorar a estrutura do solo a ajudar a infiltração da água e o desenvolvimento dos microrganismos associados com a retenção dos nutrientes.
Consórcio de Citronela e Batão do Emperrador:
Consórcio de Leucaena, Amêndoa e Limoeiro;
Amêndoas são já bem resistente ao sol, as Leucaenas (leguminosas muito resistente com crescimento rápido) vão reduzir a forca da luz e fertilizar o solo. As Amêndoas, depois de um tempo vão excedera altura das Leucaenas; Amêndoas vão se substituir as Leucaena na proteção das plantas menores; limoeiros, que precisam de um pouco de sombra para resistir melhor as ataques de fungo. Com o tempo as Amêndoas vão também erradicar a grama (competitiva com as arvores) o que Leucaena não é capaz de fazer.
Particularidade edafoclimaticos
O solo argiloso e erodido não permite o desenvolvimento das bananeiras que precisam um solo leve para seu sistema radicular, uma grande quantidade de matéria orgânica e umidade. Círculos de bananeiras foram criados utilizando pontos de água cinza para criar ilhas de fertilidade.
As mudanças climáticas causarão um período de seco de mais de um ano (El Niño), transformando um clima habitualmente Tropical Úmido (Sud da Bahia) em um clima semi árido. Esse tipo de mudança pode causar a destruição de um consorcio enterro nas primeiras fases de desenvolvimento. Para se adaptar nessa possibilidade 150 Acácia Mangium foram plantado na fase inicial permitindo ;
Proteger do sol e do vento as mudas dos consórcios secundários e climácicas.
Levantar a umidade profunda
Permitir a aeração do solo e captar os nutrientes profundos
Criar uma serapilheira para a proteção do solo
Permitir a fixação do nitrogênio para a melhoração da estrutura do solo e a troca de nutrientes através dos fungos com as outras plantas.
A decisão de podar para aumentar a cobertura orgânica no solo, dar luz as plantas dos estratos inferiores e estimular a rejuvenescência das plantas foi atrasado para dar prioridade a conservação da umidade (mais elevada a floresta mais ela é capaz de conservar umidade). A poda das leguminosas e da flora nativa e feita em condição de neutralidade climática o de fenômeno acentuado de La Nina, no começo do período da chuva.
Manejo da água
O controle da erosão foi feito com valas de infiltração. Essas valas foram localizadas em lugares permitindo a captação de águas de setores exteriores (estradas) para aumentar a quantidade de água no solo.
Controle abiótica das pragas
O método de capina seletiva promulgado por E.Gotsch foi transformado em cobertura de serapilheira e papelão (proibindo o acesso a luz) no caso das gramíneas no objetivo de reduzir o labor e evitar a propagação de sementes.
A formigas cortadeiras gostam de solos desnudados para se mover e transportar pedaços de folhas. A utilização de uma serapilheiras homogênea não faz obstáculo também e quando são plantadas mudas que elas gostam precisa de criar uma camada de folhas irregulares (tipo folhas de Manga) e pequenos galhos que criam um labirinto difícil de penetrar.
Controle biótica das pragas
Um outro método para controlar gramíneas invasores é de cercar elas com citronela que formam linhas de rede difícil de penetrar. Citronela tem um desenvolvimento cespitoso (fácil de manejar) muito produtivo, resistente na seca e fácil de propagar manualmente.
Tiririca e controlada plantando feijão do porco perto das suas raízes (plantas inimigas)
Alternância de mulching, Acácia Mangium, presencia densificada de galinhas (com cerca elétrica), papelão e cerca de citronela permite a erradicação das gramíneas com pouco labor e prepara o terreno para especias de grupos Secundarias Tardias o Primeiras..
Arquitetura de paisagem
Uma dimensão um pouco ocultada na literatura SAF (Sistema AgroFlorestal) é a importância dos ecotones e a diferenciação entre sub ecossistemas. A floresta a mais produtiva é uma floresta nas fases anteriores ao clímax. A situação de clímax (floresta primeira homogenia) produze um fenômeno de entropia onde o sistema funciona como um bioma isolado por falta de diversidade sistêmica. Nesse caso se tem um biodiversidade ótima dentro de um niche tem também uma falta de diferenciação de niche. Existe acidentes aleatórios (como modificação da cama dos rios, desmoronamento, fogos, etc. ) mais são pontuais e não imprimam uma arquitetura muita diferenciada no paisagem. O resultado desse tipo de maturação é que o equilibro de captação de carbono e nulo.
Na Permacultura tentamos de ficar antes do clímax para estimular o sistema e transformar a biomassa que asfixia o sistema e tira sua dinâmica em oportunidades o diferenciatórios. Essa estrategia permite de criar um sistema mais resiliente em frente de mudanças do contexto. Por exemplo se temos um sub sistema mais seco (dentro do sistema tropical úmido) ele pode sobreviver em frente de um fenômeno como El Nino. Se tem um subsistema com plantas mais adaptadas na quente elas pode sobreviver em frente do aquecimento global, etc.. Além disso esses subsistemas permitem de produzir oportunidades econômicas dentro de um contexto global orientado sobre o sucesso financeiro (criação de peixe, fungos, super-food, PANC, etc…).
A arquitetura de paisagem permite de diferenciar os sub ecossistemas e especializar eles, utilizando também a noção de ecotones para segurar a integração no sistema global e sua resiliência através do aumento da biodiversidade global. Tuneis de vento, quebra-ventos, acumulação o ausência de água, fluxos de refrigeração noturnos, acoes especificas de fauna e flora, design específicos, etc… permitem de orientar os sub ecossistemas par especializar eles e criar variações estruturais de niches.
Subcategorias das árvores de apoio e produtivas
Arvores de apoio
árvores que aceleram a regeneração e a fertilização do solo
leguminosas (fixação de nitrogênio a traves da simbioses com bactéria) ,
produtores de alto nível de açúcar no solo,
produtores de alto volume de folhas
folhas macias permitem uma integração mais rápida no ecossistema do solo
folhas resistente permitem uma melhor proteção do solo ao longo do tempo
folhas pequenas permitem uma melhor densidade de serapilheira guardando melhor a umidade
arvores que tem raízes profundas ajudam a extrair nutrientes profundes e transportar esses nutrientes na camada superficial do solo a traves das folhas.
Arvores curativas (ex gliricídia. Nem. etc)
Arvores de suporte paravideiras,
Barreiras contra predadores o plantas daninhas
Produtores de flores para a atração de polinizadores
Produtores de alimentos e habitat para animais com
aumentação da biodiversidade e melhoração do equilibro do ecossistema
melhoração da reciclagem do nitrogênio
atração dos animais de controle de pragas
Arvores quebra vento com aumento da umidade
Arvores com enraizamento profundo para ciclagem de nutrientes e descompactação do solo
Arvores perdendo todas suas folhas de um jeito dando luz nas plantas menores periodicamente
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