Category Archives: Permacultura

Inscrição Curso de Bioconstrução Julho 2017

Informação sobre a logística fica depois do formulário.

Contato :

  • whatsapp ( 73) – 99104 5860
  • email anovafloresta.mail@gmail.com

Nas Fórmulas solidaria o participante ajuda nas refeições, a logística, o acompanhamento da pratica, etc.

A chegada acontece o domingo 16 na tarde entre 14h e 19h, aproveitando a luz do sol.

Entre 14h e 19h organizamos a instalação dos participantes (casas ou acampamento) e compartilhamos informações para facilitar a estadia e se cognescer melhor.

Propomos uma refeição simples (caldo) para pessoas que prefiram ficar no sitio o domingo 16 de noite para descansar e que não desejam ir na cidade.

Se a chegada ocorrer depois de19h precisa informar Anovafloresta.  Não fazemos recepção depois de 22h. Nesse caso precisa organizar uma Pousada em Trancoso e chegar no sitio Anovafloresta Segunda 17 de Julho nas 7h de manha antes do começo do curso.

Saber Como chegar no sitio Anovafloresta

O alojamento no camping é feito dentro do sitio em acampamento protegido do sol. O participante precisa levar sua barraca. E aconselhável chegar antes de 16h para instalar a barraca e aproveitar a luz do dia. Falar conosco se precisa alugar barraca.

O alojamento em casa é feito em quartos compartilhados. O numero de vagas é limitado à 12 pessoas dentro do sitio Anovafloresta. Precisa levar lençóis, toalhas, travesseiro, cobertura. Organizar alojamento em Pousada (se a chegada é depois de 22h)  o domingo 16 de Julho, em Trancoso (2 à 3 km do sitio Anovafloresta) pode ser feito com custos adicionais (falar conosco).

As Fórmulas incluem comida completa ovo lacto vegetariana.

Existem espaços específicos para fumantes.

Gostamos de cognescer melhor os estudantes e as preocupações deles em caso que precisa desenvolver temáticas particulares durante o curso. Nessa perspectiva não hesite compartilhar perguntas técnicas antes de chegar.

A pratica acontece de manha, a teoria no começo da tarde. A partir de 15h ou 16h (dependente da temática) é libre para desfrutar de Trancoso (1500m do sitio) ou das praias famosas de Trancoso (700m do sitio).

Algumas praticas são físicas, razão porque começamos cedo, aproveitando da temperatura baixa do começo do dia na Bahia. O horário de começo (entre 7h e 8h) do dia seguinte é anunciado no dia anterior, para se adaptar na meteorologia. O programa do dia seguinte é anunciado também o dia anterior, na tarde.

As técnicas de bio construção não precisam de equipamento particular. Só precisa de roupas apropriadas para chuva se ela acontece durante as etapas ao ar livre.

E aconselhável levar repelente contra mosquitos (temos citronela se você quer fazer repelente natural), levar também estrato de própolis e papel higiênico.

Inscrição

Um sinal de 20% e requerido para registrar-se. Em caso de cancelamento em ate 20 dias antes do inicio um reembolso de 10% é feito (50% do sinal).

O pagamento é feito com transferência bancaria. A conta destinaria e o valor do sinal é enviada por email depois do recebimento do formulário de inscrição.

Anovafloresta organiza cursos de Permacultura desde 2011 em um contexto de regeneração de baixo custo da terra para uma agri- ou horti- cultura sustentável no Nordeste Brasileiro. Se você tem interesso ou quer cognescer melhor as técnicas otimizadas em relação com a abordagem sistêmica não hesite conversar com a gente.

Fogão Foguete (Rocket Stove)

Construção de um Fogão Foguete à lenha durante o curso de bioconstrucao Anovafloresta Julho 2017

As proporções utilizadas no fogão feito durante o curso são de 50cm / 50cm entre o túnel horizontal e a chaminé. Quando adicionamos os tijolos de suporte da panela o ratio comprimento chaminé/túnel aumenta.

Ventagens e desavantagens do fogão a lenha

    • Vantagens
      • Pode esquecer a panela no fogão, não vai criar acidente e continuar  cozinhar tranquilamente
      • Os insectos não invadem a panela por causa do calor e da textura do barro
      • A comida cozida com panela de barro guarda todo seu sabor
      • Pode monitorar o fogo de morno até muito poderoso
      • No final da preparação pode fechar as aberturas para
        • guardar o carvão e utilizar ele na próxima vez  ou
        • permitir uma combustão lenta para produzir  carvão, então  biochar, então Terra preta do índio, para o jardim. Fechar as aberturas permite também de guardar o calor o que vai guardar a comida quente, vai ajudar a repelir insetos e facilitar a próxima queimada. Quando o fogão é quente e que não tem brasão pode encher com papel e madeira e fechar de novo ele. Vai secar os combustíveis e facilitar a próxima queimada
      • Permite de aproveitar um combustível renovável quando disponível e reduzir a dependência na energia fóssil.
    • Desvantagem
      • A panela fica muita suja com a fuligem. Melhor deixar no fogão e limpar só o interior.
      • Não pode fazer frituras com olho, para não quebrar a panela

Aqui é um design publicado no internet :

fogão foguetefogao

Fonte de informação em Português: http://flavioleaogama.blogspot.com.br/p/tecnologias.html

Fonte de informação em inglês : http://aprovecho.org/publications-3/

Horta orgânica tropical sustentável

O ecossistema tropical úmido recebe muita energia (sol forte e chuvas abundantes na estação chuvosa) o que significa que as plantas e a fauna são resistentes e poderosas. Nesse contexto criar uma horta orgânica de vegetais como alface e hortaliças maças precisa uma domesticação importante do ambiente com labor e investimento (irrigação, infraestrutura, proteção contro os invasores, ciclos de cultivo mais cuidadosos e complexos), particularmente em caso de cultivo orgânico (sem veneno).

Como organizar a produção de vegetais a fim de resolver esse problema e criar um ecossistema perenial fértil de baixo labor e minimal inputs.

Identificação dos grupos alimentares

O ser humano precisa de  proteínas (crescimento e manutenção do corpo, 45 a 65g por dia), carboidratos (energia, 200 a 270g por dia), gorduras (lipídios) e vitaminas e  sais minerais (proteção do corpo, 30 a 80g por dia). E importante produzir cada um desses tipos de nutrientes para ter uma dieta completa e ser autossuficiente.

Identificação dos grupos de planta

Plantas perenais são mais nutritivas que as plantas anuais e tem uma estrategia de acumulação de nutrientes que permite um crescimento lento e poderoso. Essas plantas podem se adaptar nas zonas 2 e 3 (um pouco mais fora do centro da fazenda onde tem menor presencia humana) numa horta de Permacultura. Plantas que são colhidas diariamente são colocadas na Zona 1 (perto do centro) para diminuir o labor de movimento na cuida e colheita.

zoning-smallEvocação; A zona 0 é o centro da fazenda, a zona 5 é a área salvagem, na outra extrema. Na Permacultura vamos distribuir os elementos do ecossistema (plantas, animais, infraestrutura) de maneira a minimizar os movimentos ao logo do tempo. Por exemplo a zona 0 é a casa, a zona 1 e visitada diariamente, zona 2 é visitada 2 à 3 vezes por semana, etc. A zona 5 não é domesticada e representa um reservatório de biodiversidade.

Permacultura significa (agri- ou horti-)cultura permanente e se baseia sobre uma estrutura de plantas perenais, plantas poderosas que vão dar estrutura e fertilidade ao solo, armazenar de maneira eficiente a energia do sol (alta nos trópicos) na forma de carboidratos e criar um ambiente estável e equilibrado. Ao contrario das plantas anuais que precisam muito nutrientes, crescem rapidamente, dão sementes e morrem , as perenais vão crescer devagar com pouca densidade de nutriente no solo e produzir muito com pouco labor e sem inputs artificiais. Nessa perspectiva as perenais comestíveis (fruteiras, produtoras de nozes, produtoras de partes comestíveis como folhas, tubérculos, sementes, …)  representam o rede da vegetação comestível que vai permanecer a produção alimentar. Uma vez estabelecidas estas plantas não vão querer grande esforço para produção alimentar.

Solução de distribuição das plantas numa perspectiva de permanência

Numa perspectiva de reflorestamento, assumindo que o solo é infértil no começo, temos que dividir as perenais comestíveis, identificando as plantas que precisam fertilidade.  A Zona 1 é a zona que acumula nutrientes rapidamente por causa da proximidade do centro da fazenda, local de presencia mais frequente do ser humano na fazenda. A cozinha (Zona 0) utiliza muita água e redistribua a água cinza (cheia de nutrientes) na zona 1. O aproveitamento da água da chuva vindo dos tetos se acumula naturalmente também no solo ou em caixas o cisternas que se acham na Zona 1. A intensidade de água disponível na Zona 1 vai acelerar os ciclos biológicos de degradação, solubilização e captação dos nutrientes (mulch) pelas plantas (aumento da fertilidade natural).

A solução consiste em distribuir as plantas da maneira seguinte;

Área de distribuição: Zone 0 (essencialmente Cozinha)

Localização: Jardins vertical que representam as paredes verticais da cozinha com irrigação automática.

jardim-vertical

Tipos de plantas escolhidos: alfaces, temperos, vegetais fracas anuais (um pouco de perenais também) que precisam ser protegidos das formigas, das lagartas e dos caramujos africanos. Aqui na foto os tubos tem um diâmetro de 100mm, adaptados para pequenos temperos. Utilizando tubos de 150mm de diâmetro para fazer jardim vertical permite de produzir muitas especias hortaliças diferentes. O labor de administração das hortaliças e temperos  e facilitado pela irrigação automática e a presencia frequente na cozinha que permite de reciclar as sementes dos vegetais utilizados na preparação da comida e cuidar da saúde, da umidade e fertilização das plantas. Cada manha o borras de café pode ser distribuído nas plantas que faltam de nutrientes. O jardim vertical é utilizado também com viveiro para a criação de plantinhas cuja sementes vem da preparação da comida e que depois são transplantadas nas hortas das zona 1, 2 e 3.

Área de distribuição: Zona 1

Tipos de plantas escolhidos: Perenais comestíveis que precisam fertilidade (ver tabula A). Varias possibilidades podem ser estudadas na localização e maneira de cultivar;

  • Canteiros que separam os vegetais das raízes das arvores para eliminar competição na rizosfera
  • Vegetais capais de se adaptar na competição  com arvores (batata doce, moringa, taro, bananeiras, mamão, …)
  • Canteiros que precisam ser protegidos das lagartas e caramujos africanos. A proteção pode ser passiva o ativa;
    • canteiros de cimento com pilares incluindo água com sal

canteiro-sobre-piloti

    • canteiros com  circuito elétrico de baixa tensão.

  • Canteiros com lona de assombramento para isolar das lagartas e caramujos.

mandiglu

A Zona 1 é uma zona de alta densidade energética com infraestrutura e monitoramento intensivos . O investimento inicial na infraestrutura permite densificar a produção, reduzir os inputs (irrigação gota a gota, fertilização orgânica dedicada as plantas produtivas),  e reduzir o labor (canteiros elevados, sombreamento natural de leguminosas  fácil de podar, automatização da irrigação, …) .

Nessa zona pode se plantar também anuais que resistam mais nas pragas e são fácil de propagar com sementes (tomates, berinjelas, …)

Área de distribuição: Zonas 2 e 3

Tipos de plantas escolhidos: Perenais comestíveis que precisam menos fertilidade para se estabelecer (ver tabula A)

Tabula A: plantas perenais com partes comestíveis e plantas resistentes que se propagam de maneira vegetativa (Fruteiras doces não aparecem nessa tabula. A ideia e de mostrar as plantas que são utilizadas na preparação de comidas salgadas ou na preparação de bebida tipo cafe e cacau  As plantas tropicais tem duas maneiras de se proteger dos animais; substancias toxicas (esses vegetais precisam ser cozidos ou subir um tratamento de transformação, por exemplo maceração), defesas físicas (espinos, cabelos urticantes, rugosidade, etc.)

Pedologia – Textura do solo

A textura do solo (ou granulometria do solo)  é definida à partir da proporção de argila, silte e areia. A textura é uma noção física que considera os diferentes tamanhos desses três elementos e a qualificação do solo em relação com a mistura desses elementos.

sand_silt_clay

Tamanhos respectivos dos diferentes elementos.

  • Clay = Argila
  • Silt = Silte
  • Sand = Areia
  • Fine Sand = Areia Fina
  • Coarse Sand = Areia Grossa

Na Permacultura consideramos que não existe solos inférteis por causa da textura. Cada solo pode ser melhorado com matéria orgânica (ou com biochar) para modificar as propriedades higrométricas e nutricionais.

Nos trópicos o solo e principalmente uma agregação de argila e areia (barro). Essa textura  não impermeabiliza o solo o que é que acontece em regiões temperados.

No caso da bioconstrução feita com argila e areia pode se ver que as partículas de argila são muito menor que as partículas de areia e representem a cola na composição do barro.

El Niño evolução e impacto na meteorologia da Bahia

El Niño é o major fator de influencia meteorológica do Brasil e particularmente do Nordeste, incluindo o sul da Bahia.

O sul da Bahia fica na fronteira entre o Nordeste et o sul do Brasil. Em caso do El Nino as perturbações úmidas do sul do brasil não conseguem passar a cadeia de montanhas ao sudoeste da Bahia e o sul da Bahia pode ficar seco por muito meses junto com tudo o Nordeste.

Aqui soes os links que seguem o fenômeno el Nino ao longo do tempo:

http://somarmeteorologia.com.br/security/defesa_civil/clima3.php

Visite Anovafloresta

visitas-organizadas

Anovafloresta organiza visitas no sitio com objetivo de informar localmente (Trancoso, Arraial e Porto Seguro) sobre a Permacultura, a bioconstrução e as técnicas que combinam a proteção ambiental e produção de valor agregado.

Para registrar nas visitas ligue para o Whatsapp: (73) 991045860

O caminho para vir aqui.

Preparação

Pensa em levar um guarda-chuva se o tempo é instável.
A visita comporta 3 temas e uma sessão de perguntas/respostas.
Se você quer falar de um sujeito particular pode nos informar antes da visita para lhe dar mais tempo durante a visita

Conteúdo da visita

Solo e reflorestação

  • Exemplos de solo
  • Porque reflorestar?
  • Corta/queima efeitos
  • Estratégia de reflorestamento
  • Categorias de arvores
  • Pioneiras leguminosas e produtivas
  • Comportamento de várias árvores e os efeitos das árvores de suporte
  • Mulching (Serrapieira o cobertura morta)
  • Valas de infiltração
  • Abordagem sistêmica na Permacultura
  • Sectores água e vento

Design do sítio e estratégia de construção da paisagem

  • Punto chave e represa de água
  • Zonas e localização do centro
  • História do sítio e estratégia de desenvolvimento
  • As duas hortas, manejo das pragas,  logística e experimentação
  • Funções de produção de fertilizantes orgânicos (mulch, galinhas, minhocas, banheiro seco, biodigestor evapotranspiração, pontos de água)
  • Estufa

Técnicas de Bio-construção

  • Casa de Adobe + tijolos
  • Hiperadobe
  • Pau a pique
  • Ferrocimento
  • Frescos e mosaicos

Perguntas e sujeitos particulares

Na fim da visita podemos conversar sobre problemáticas particulares que visitante quiser abordar. Exemplos de tópico que podemos desenvolver: abordagem sistêmica, hortaliças sem tóxicos , noção de CAPEX/ OPEX na agricultura, biomimética, reciclagem, economia circular e Cradle to Cradle, etc

Bioconstrução

A bioconstrução se apoia sobre um material quase universal no Brasil: o barro. O barro é uma mistura de arreia e argila, em proporções variáveis.  Aqui no sítio Anovafloresta temos uma proporção de 30% de argila e 70% de arreia,  uma boa proporção para qualquer tipo de bioconstrução.  O barro tem uma resistência à compressão igual ao concreto.  As duas diferenças são a falta de elasticidade e fragilidade a respeito da água.  A concepção duma casa de bioconstrução deve obéir a essas regras para obter uma construção que pode durar milhares de anos. Neste vídeo explicamos como a falta de elasticidade e o impacto das vibrações podem ser resolvido com um design adaptado.

Os cursos Anovafloresta

A Permacultura (Abordagem Sistêmica) e a Bioconstrução permitem de estudar, estimular e em fine dar as ferramentas necessárias para arquitetar um mundo adaptado a nossos desejos de equilibro humano.

Nosso programa de formação focaliza-se na relação entre prática e  teoria e inclui a prática de construção de um habitat confortávele saudável de baixo impacto ambiental com as técnicas de construção seguintes;

Junto com uma perspectiva moderna;

  • Processamento orgânico de revitalização estética e social
  • Paisagismo arquitetural otimizado para a autonomia energética, o reciclagem e a produção integrada de alimentos orgânicos, completos e sustentáveis localmente
  • influência da biomimética na fusão entre Permacultura e urbanismo;
  • padrões  funcionais,
  • Fab lab,
  • Abordagem sistêmica (engenheira Permacultural)

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Fotos de bioconstrução no sitio Anovafloresta

Video falando das particularidades da Formação na bio construção no centro de Permacultura e Bioconstrução Anovafloresta

Produção de tijolos de Adobe

A bioconstrução não só é construir um habitat, mas a integração desse hábitat na dinâmica de um ecossistema vivo sustentável (ecológico, social e econômico) . A casa é posicionada no ecossistema, ela vai entrar em relação com os serviços do ambiente (fluxo e conservação de água limpa, proteção contra o calor, proximidade com a Horta, o jardim, a floresta…) e produzir serviços de volta para o ecossistema (fonte de nutrientes para a horta, nos de logística para a circulação humana dentro do ecossistema , aproveitar a água da chuva para a gente e o Jardim, …). A casa é o espaço onde o ser humano entra em relação com o mundo exterior; natural, social e criador de valor.

Na prática

A arquitetura orgânica deve pegar sua estrutura dentro de um gênio para ser integrada no meio ambiente o que significa que precisa de um padrão, uma arquitetura significativa,  um esqueleto que corresponde a uma função. Sem direção o desenvolvimento orgânico é essencialmente uma projeção fractal sem força estrutural, sem função ativa e sem capacidade de integração útil no ecossistema. Utilizar terra para subir paredes precisa ir junto com um papel de integração do ser humano. A construção com terra é um processo lento que inclui autonomia, observação, papel e o tempo para a criatividade. Nossa ambição é de compartilhar uma realidade;

  • simplificar e capacitar os processos de construção
  • transferir conhecimentos para permitir produtividade e criatividade na bioconstrução.

Comparação entre as técnicas de bioconstrução com terra

Tabua dos critérios econômicos

Critério

Técnica

Labor Custo Velocidade de construção (*) Adaptação aos recursos locais (**)
Adobe com forma

[–]

Principalmente o labor de produção da massa.

 [+]

[–]

Produção da massa precisa tempo. Uma betoneira pode ser utilizada. Construção é clássica

 [+]

Precisa duma estrutura de madeira, recurso que pode faltar localmente

Adobe com prensa (***)

[+]

[–]Precisa investir numa prensa (3000 reais) [+]Precisa umidificar o barro e quebrar as “pedras” de barro

[+]

Idem Adobe clássica

Pau a pique   [+]   [+]   [+]Precisa de esperar que cada camada é seca para passar segunda mão.   [+]
Hiperadobe (****)

 [-]

A largura dos parede significa manutenção duma grande quantidade de barro

 [-]

Falta de concorrência nos produtores / distribuidores de linguiça de Raschel e o material fica caro.

 [+++]   [+++]A possibilidade de fazer curvas permite de não utilizar uma estrutura de madeira. Em caso de paredes retos um cruzamento dos paredes permite estabilizar a estrutura
Taipa

  [-]

Idem Hiperadobe

 [-]

Precisa de equipamento para levar os paredes.

 [+]Mas sofisticado o equipamento mas rápida a construção e mas caro o equipamento.

  [+]

Precisa duma estrutura de madeira, recurso que pode faltar localmente

Garrafas PET (***)

 [+]

  [+]

  [+]   [-]Precisa de ter garrafas PET em grande quantidade

(*) A Bioconstrução é uma técnica que permite um desenvolvimento lento. A construção pode se fazer de uma maneira continuada o que não é o caso do cimento que precisa uma logística particular.

(**) Adaptação aos recursos locais ; A bioconstrução e uma atividade local (para evitar energia incorporada desconhecida = custos de extração / transformação / transporte) para ser ecológica. Um material pode ser ecológico mais se precisa de adicionar material que não são locais a balancete do resultado final não é ecológica.

(***) Garrafas PET pode ser enxadas de sacos plásticos (reciclagem) e utilizadas como tijolos.

(****) Superadobe e a técnica que foi desenvolvida antes do Hiperadobe. Não utiliza Raschel para permitir a coesão entre as camadas; utiliza arame farpado.

Tabua dos critérios em relação com a arquitetura

Critérios

Técnicas

Versatilidade do design Inércia térmica Dicas
Adobe com forma

  [++]

As curvas são mais difícil de obter que o Hiperadobe mais a largura mais fina dos paredes permite a integração de garrafas de vidro e outros elementos decorativos.

[+]

 E possível criar formas de qualquer  tamanho; largas, quadradas, triangulares, etc…A construção de parede é um exercício legal.

E conselhado produzir uma boa quantidade de tijolos antes de começar a construção.

Adobe com prensa

  [+]

As prensas tens uma forma predefinidas

  [+]

 Prensas geralmente permitem de fazer tijolos com buracos interiores para passar cabos o estruturas armadas.As pessoas que utilizam prensas geralmente colocam 10% de cimento no barro para estabilizar os tijolos. E menos ecológico e impede a boa respiração da casa.
Pau a pique

 [+]

 As curvas são difícil de obter.

Tem a possibilidade de utilizar a estrutura de madeira e a retratação da argila para criar acabamentos “rústicos” e lindos.

 [+]  Pau a Pique permite a construção rápida de muros de baixa qualidade que pode ser uteis em relação com a proteção de animais o para o armazenamento de material.Não é conselhado utilizar arame na fixação da estrutura de madeira para não criar monstros híbridos (conceito Cradle to Cradle).

E conselhado também utilizar madeira resistente as pragas. Por exemplo Bambu de construção com pouca celulosa.

Hiperadobe

 [+++]

Hiperadobe facilita a criação de estruturas curvas. Superadobe facilita a criação de domos.

[+++]

 O desenvolvimento dessa técnica pode mudar o sector de produção de raschel e baixar os custos e aumentar a diversidade dos diâmetros das linguiças de raschel.
Taipa   [-]Os paredes precisam ser rectos.   [+++]  Essa técnica tem a capacidade de ser industrializada e produzir habitações ecológicas no segmento dos consumidores clássicos.
Garrafas PET (***)  [+]  [++]A falta de inercia térmica é compensada pela alta insulação  A flexibilidade das garrafas impõe um ratio importante de barro / garrafas para segurar a estrutura.

A terceira dimensão do espaço na Permacultura

Na monocultura você pode considerar que são utilizados somente 2 dimensões do espaço; só precisa de imaginar um campo com cultura de soja para ver que ele representa um plano que pode ser curvo, seguindo os contornos da paisagem.

Uma particularidade da Permacultura é de utilizar o máximo as três dimensões do espaço. Vamos ver qual são os impactos sobre a riqueza do ecossistema e porque é importante de adicionar uma dimensão (a dimensão vertical) para otimizar a produção biológica;

Aproveitar a luz

No caso da monocultura tem muita perda de energia do sol porque um plano não é muito eficaz para aproveitar todo os raios luminosas que caim verticalmente. Essa perda não somente representa uma perda na criação de biomassa mais também representa uma polução (calor) para o ecossistema do sol e pode machucar os microrganismos, impedir a fotossíntese por causa de temperaturas elevadas e secar o solo.

O primeiro fator a considerar no caso da agricultura nos trópicos é a forca do sol. Para ter uma ideá; tem 7 vezes mas luz nos trópicos que na Inglaterra. Essa luz vai ter uma capacidade decuplicou para travessar os diferentes andares de vegetação e dar seus nutrientes fotônicos aos diferente tipos de plantas. Além disso não precisa de ficar nos trópicos para utilizar e otimizar a distribuição da luz aos diferentes andares de plantas. Esse pode ser feito com um manejo inteligente da localização das plantas, dependente dos tamanhos e volumes do dossel, a poda e a rotação das especies ao longo do tempo incluindo os requerimentos delas no ciclo de vida delas. Uma planta vai precisar de sombra e a umidade superficial do solo quando jovem, de mais luz quando adolescente et de diferente valor da intensidade solar durante a frutificação. O manejo da filtração da luz através de todos os andares de vegetação pode ser simplificada com três etapas;

No momento de plantar, vamos imaginar a situação da planta adulta e a preferencia dela em relação a

  • frutificação dela se é uma planta produtiva de alimentos ou
  • a participação dela no ecossistema se é uma planta de suporte incluindo a capacidade dela a ser podada intensivamente ou
  • o ciclo de vida dela se é uma planta produtiva de madeira o de biomassa que vamos substituir do ecossistema in fine ou gradualmente.

No momento da frutificação (ou antes ou depois), vamos dar prioridade a frutificação e adaptar a poda e o esclarecimento da vegetação mais alta dependente dos requerimentos da especie que pode ser recoberta. Não é trivial, tem especie que precisam de muito sol nessa fase e outra especies que precisam de um pouco de sombra.

No momento da criação de serapilheira (poda), ou cobertura morta, utilizada para ajudar a produção de húmus na camada superficial do solo.

Aqui é importante de saber que um ecossistema não é realmente produtivo quando ele atender o clímax. Para melhorar a produtividade precisa de cortar arvores, podar e criar novo ciclos de plantação e crescimento de uma maneira sustentável, guardando a estrutura protetiva da floresta. Nessa perspetiva a criação de cobertura morta se conjuga com esses ciclos de transformação e regeneração.

A poda geralmente é feita no começo do período da chuva. Uma outra particularidade das plantas é que a evapotranspiração global de um ecossistema vai ser menor com plantas altas, razoá porque não é indicado de podar durante o período da seca.

Aumentar a verticalidade da rizosfera

O trabalho de fertilização e de aumentação da profundidade da camada fértil parece evidente. Vai aumentar o volume de recursos (água, nutrientes, oxigenação, etc.) disponíveis para as plantas. O que vamos ver aqui são mas as técnicas esculturares para criar substratos tridimensionais locais.

Circulo de Bananeiras; essa técnica permite de construir um edifício de biomassa onde as raízes vão se desenvolver. Essa técnica utiliza as bananeiras como uma barrieira que permite a acumulação de biomassa (troncos de bananeiras, folhas,…) . Essa arquitetura pode ser utilizada também com coqueiros que tem a particularidade de ter raízes horizontais superficiais competitivas. Desse jeito podemos densificar a presencia de coqueiros e projeitar o desenvolvimento horizontal numa direção vertical. As raízes dos coqueiros vão invadir a colona de biomassa que fica prisoneira dentro do circulo.

Tem outras técnicas que permitem de jogar com essa noção de desenvolvimento vertical da rizosfera, por exemplo o jardim vertical de batata doce que é uma construção cronológica.

Aumentar o volume de retenção da água e o acesso aos nutrientes do solo

A presencia duma floresta com raízes profunda e uma boa camada de húmus vão permitir absorber a água da chuva, reduzir a evaporação e prevenir a erosão. Essa água vai se infiltrar verticalmente e uma parte vai ficar ao nível da rizosfera e a outra parte encher as napas freáticas criando uma umidade as vezes disponível para as plantas. As plantas com raízes profundas vão extrair e compartilhar a umidade profunda com as raízes das plantas que ficam nas camadas mais superficiais do solo. Na monocultura uma vez que a umidade se infiltra verticalmente fora da captação das raízes todas as plantas vão sofrer da falta de água. Essa falta de andares na estrutura da rizosfera é também um problema na captação de nutrientes, particularmente no casa das plantais anuais que não desenvolvem muito simbiose com fungo que ajudam nesse processo.

Quando não tem a existência de floresta (no começo do processamento de reflorestação) a Permacultura geralmente utiliza as valas de infiltração para transformar os fluxos horizontais de água da chuva (criando erosão) em fluxos verticais (geralmente com um angulo lateral).

Utilização do relevo

Se você me da a possibilidade de escolher entre um terreno plano horizontal e um terreno com uma diversidade de relevo não vou hesitar uma segunda e escolher par o terreno que tem diferencias de alturas.  A razão desse escolho é a capacidade de utilizar a forca de gravidade. Posso desenvolver uma floresta encima e utilizar a gravidade para facilitar o fluxo de biomassa. Posso criar um tanque de água no ponto chave e utilizar essa água quando preciso, posso observar que a evolução geológica do terreno fiz uma transformação da camada superficial e se aqui tem muita arreia aqui tem muita argila, aqui muita mateira orgânica e aqui muita umidade, etc.. Toda essa variedade vai criar muitas niches e oportunidades diferentes que posso utilizar para aumentar a riqueza do ecossistema. A dimensão vertical pode ser visto aqui com uma escada quântica (desculpa para utilizar essa imagem finalmente bastante simples do eléctron que passa duma orbita a uma outra liberando o absorbendo energia) que cria diferencia de potencial, uma disponibilidade de  energia sustentável.

O relevo permite a criação duma dinâmica física utilizando a dimensão vertical.

A dimensão biológica

Ao final me parece importante de falar duma noção muito importante na Permacultura e nos ecossistemas; a relação entre os elementos. Um ecossistema pode ser visualizado como um problema de teoria de grafos, um domínio das matemáticas que estuda os teoremas que descrevem os passeios entre puntos. Cada elemento de um ecossistema é un “Nó” cada interação entre elementos é uma “Passeio”. Nessas matemáticas pode se mostrar que a complexidade de um sistema de 3 dimensões é muito mas importante que dentro de um sistema com 2 dimensões. Isso significa, quando aplicado em um ecossistema, mais interações, o que significa; mas riqueza e resiliência biológica.

A terceira dimensão de um punto de vista da biologia permite a criação duma dinâmica biológica adicional.

 

O Mandiglu

O Mandiglu (ou Mandigloo em inglês) é uma criação d’Anovafloresta; é um canteiro em forma de ferradura (Mandala) e uma tela de sombreamento na forma de um Iglu;

mandiglu

Contexto

O contexto de criação desse tipo de canteiro é o seguinte;

  • Começando com um solo desertificado sem vida e sem estrutura precisa se de cobrir o solo com uma cobertura morta , a melhor solução para regenerar o solo. O problema da cobertura morta é a presencia de Caramujos Africanos que vivem lá, na serapilheira, e que são predadores das hortaliças. A tela de sombreamento vai proteger a horta da intrusão dos caracóis. Essa proteção pode também servir para proteger a horta se você quer deixar patos andar nessa zona no papel de reduzir a população de caracóis. As outras soluções contra caracóis são colocar sal , o que vai impactar negativamente o solo ou um circuito elétrico de baixa tensão ao redor das bordas do canteiro, solução que vai ser utilizada em um outro contexto.
  • Em nosso contexto de desenvolvimento escolhamos de não adubar canteiros com estrume de gado curtido (que seria uma solução quase imediata para criar o canteiro) porque não temos esse animal no sitio e proibimos fluxos entrando no sitio (que seria um impacto sobre ecossistemas de onde vem o adubo, já muito impactadas com a criação de gado) e achamos soluções de baixo custo e perenes (autossuficiente). Vamos utilizar esterco de galinhas e minhocas que temos no sitio.

Ventagens da solução

  • A presencia da tela de sombreamento permite
    • Impedir a entrada dos Caramujos africanos e insectos predadores (Fazemos uma agricultura orgânica sem tóxicos)
  • A redução da luminosidade dentro do Mandiglu permite
    • O crescimento das alfaces e outras rúculas cujas folhas vão ser meno amargas por causa da proteção contra o sol.
    • Esse tipo de canteiro pode também ser utilizado como sementeiro.
    • E muito agradável de trabalhar dentro do iglu mesmo se tem muito sol
    • Reduzir a evaporação e consumação de água
  • A forma de ferradura permite
    • A aumentação da área de cultivo comparativamente a área de passagem
    • A aumentação da área de transição entre ecossistemas (ver a noção de ecótono)
    • A redução do labor com a redução do deslocamento quando acessando as plantas
  • A presencia de bordas fixas no canteiro permite
    • De sentar para trabalhar
    • De remover a pressão lateral sobre a terra do canteiro e com o tempo de melhorar a estrutura do solo ate, depois de alguns anos, ter um solo muito leve para um melhor enraizamento das hortaliças. Dois outros factores vão participar na criação de um sol leve; a utilização de adubo orgânico que vai respeitar e enriquecer o ecossistema do solo ( plantas , microrganismos e tudo o rede alimentar vão aliviar a terra ); a cobertura morta que vai reduzir a compactação provocada pelas chuvas fortes.
  • A localização do canteiro em baixo do nível do solo permite
    • Aumentar a umidade do canteiro e reduzir a irrigação
    • Reduzir o calor utilizando as temperaturas mais baixas na profunda do solo. A fotossíntese funciona melhor em temperaturas que não são altas.
  • A tela de sombreamento reduze o impacto das chuvas fortes sobre as plantas jovens.
  • A solução tem um ciclo de vida muito longo e somente precisa de adubar com um pouco de adubo orgânico tempo a tempo, cada vez com a melhorança da estrutura do solo. A estrutura do iglu é feito com cana de água e tela de sombreamento que duram muito tempo e não custam muito. O canteiro pode ser feito com varias matérias (aqui é entulhos com barro) e um nível de trabalho dependente da solução escolhida. A irrigação pode ser manual ou com um sistema de gota a gota.

Mandiglu-02.jpg

Taiobas (#PANC) adoram o meio ambiente do Mandiglu

Inconvenientes

  • Alguns plantas que precisam de proteção quando jovens vão precisar de um sol pleno quando adultas. Essa solução não permite o desenvolvimento completo dessas plantas. Essa solução funciona só com plantas que precisa de sombreamento parcial. Para as plantas que precisam de sol pleno na fase adulta e que são comidas pelos caramujos vamos utilizar os canteiros protegidos com circuito de baixa tensão. Para contornar o problema de restrição (só para plantas que gustam de sombreamento parcial) podemos imaginar uma outra versão com uma tela que pode se abrir no teto para deixar o sol pleno.Os caracóis movem, ou de noite, ou na chuva, e eles não gostam de sol pleno, o que deixa liberdade para abrir a tela. Porém na Permacultura estamos procurando soluções que reduzem o labor das operações e abrir e fechar a tela pode impactar a carga de trabalho. Portanto vamos primeiro experimentar outras soluções (biótica (*) o abiótica).

(*) Notei duas coisas; 1) a presencia duma tarêntula dentro do Mandiglu. As tarêntulas são animais pacificas (com a gente) e tem um veneno que não é toxico para o ser humano. Tem muitas pessoas que utilizam tarêntula como animal de estimação. Decidi deixar ela no Mandiglu porque eu sei que ela vai se esconder quando vou entrar. 2) Que um Caramujo Africano ou um outra tipo de caracol ou lesma comei um pedaço de Taioba a noite depois que coloquei a serapilheira (certamente junto com o caracol). Geralmente é fácil de identificar a localização do caramujo e tirar ele. Mais procurei, procurei e não achei nada. Os dias seguinte fui lá, observando as plantas para ver onde tenha outros pedaços de folhas  comidas e achar o caramujo mais não vi nada, todas a folhas intactas e isso ate agora, 2 semanas depois. Geralmente quando tem um caracol ou uma lesma dentro de um local posso certificar que ele vai comer cada dia uma grande proporção de folhas. A pergunta fica aberta; foi a tarêntula que matou o responsável ? fiz pesquisas no internet mais não achei nada significativo, sera bom de experimentar….