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Devemos ser conscientes da relatividade dos nossos valores (antropólogo falando)

Os corações mais saudáveis do mundo

População humana através do tempo

Empresa italiana desenvolve impressora 3D que constrói casa em Adobe

O Mandiglu

O Mandiglu (ou Mandigloo em inglês) é uma criação d’Anovafloresta; é um canteiro em forma de ferradura (Mandala) e uma tela de sombreamento na forma de um Iglu;

mandiglu

Contexto

O contexto de criação desse tipo de canteiro é o seguinte;

  • Começando com um solo desertificado sem vida e sem estrutura precisa se de cobrir o solo com uma cobertura morta , a melhor solução para regenerar o solo. O problema da cobertura morta é a presencia de Caramujos Africanos que vivem lá, na serapilheira, e que são predadores das hortaliças. A tela de sombreamento vai proteger a horta da intrusão dos caracóis. Essa proteção pode também servir para proteger a horta se você quer deixar patos andar nessa zona no papel de reduzir a população de caracóis. As outras soluções contra caracóis são colocar sal , o que vai impactar negativamente o solo ou um circuito elétrico de baixa tensão ao redor das bordas do canteiro, solução que vai ser utilizada em um outro contexto.
  • Em nosso contexto de desenvolvimento escolhamos de não adubar canteiros com estrume de gado curtido (que seria uma solução quase imediata para criar o canteiro) porque não temos esse animal no sitio e proibimos fluxos entrando no sitio (que seria um impacto sobre ecossistemas de onde vem o adubo, já muito impactadas com a criação de gado) e achamos soluções de baixo custo e perenes (autossuficiente). Vamos utilizar esterco de galinhas e minhocas que temos no sitio.

Ventagens da solução

  • A presencia da tela de sombreamento permite
    • Impedir a entrada dos Caramujos africanos e insectos predadores (Fazemos uma agricultura orgânica sem tóxicos)
  • A redução da luminosidade dentro do Mandiglu permite
    • O crescimento das alfaces e outras rúculas cujas folhas vão ser meno amargas por causa da proteção contra o sol.
    • Esse tipo de canteiro pode também ser utilizado como sementeiro.
    • E muito agradável de trabalhar dentro do iglu mesmo se tem muito sol
    • Reduzir a evaporação e consumação de água
  • A forma de ferradura permite
    • A aumentação da área de cultivo comparativamente a área de passagem
    • A aumentação da área de transição entre ecossistemas (ver a noção de ecótono)
    • A redução do labor com a redução do deslocamento quando acessando as plantas
  • A presencia de bordas fixas no canteiro permite
    • De sentar para trabalhar
    • De remover a pressão lateral sobre a terra do canteiro e com o tempo de melhorar a estrutura do solo ate, depois de alguns anos, ter um solo muito leve para um melhor enraizamento das hortaliças. Dois outros factores vão participar na criação de um sol leve; a utilização de adubo orgânico que vai respeitar e enriquecer o ecossistema do solo ( plantas , microrganismos e tudo o rede alimentar vão aliviar a terra ); a cobertura morta que vai reduzir a compactação provocada pelas chuvas fortes.
  • A localização do canteiro em baixo do nível do solo permite
    • Aumentar a umidade do canteiro e reduzir a irrigação
    • Reduzir o calor utilizando as temperaturas mais baixas na profunda do solo. A fotossíntese funciona melhor em temperaturas que não são altas.
  • A tela de sombreamento reduze o impacto das chuvas fortes sobre as plantas jovens.
  • A solução tem um ciclo de vida muito longo e somente precisa de adubar com um pouco de adubo orgânico tempo a tempo, cada vez com a melhorança da estrutura do solo. A estrutura do iglu é feito com cana de água e tela de sombreamento que duram muito tempo e não custam muito. O canteiro pode ser feito com varias matérias (aqui é entulhos com barro) e um nível de trabalho dependente da solução escolhida. A irrigação pode ser manual ou com um sistema de gota a gota.

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Taiobas (#PANC) adoram o meio ambiente do Mandiglu

Inconvenientes

  • Alguns plantas que precisam de proteção quando jovens vão precisar de um sol pleno quando adultas. Essa solução não permite o desenvolvimento completo dessas plantas. Essa solução funciona só com plantas que precisa de sombreamento parcial. Para as plantas que precisam de sol pleno na fase adulta e que são comidas pelos caramujos vamos utilizar os canteiros protegidos com circuito de baixa tensão. Para contornar o problema de restrição (só para plantas que gustam de sombreamento parcial) podemos imaginar uma outra versão com uma tela que pode se abrir no teto para deixar o sol pleno.Os caracóis movem, ou de noite, ou na chuva, e eles não gostam de sol pleno, o que deixa liberdade para abrir a tela. Porém na Permacultura estamos procurando soluções que reduzem o labor das operações e abrir e fechar a tela pode impactar a carga de trabalho. Portanto vamos primeiro experimentar outras soluções (biótica (*) o abiótica).

(*) Notei duas coisas; 1) a presencia duma tarêntula dentro do Mandiglu. As tarêntulas são animais pacificas (com a gente) e tem um veneno que não é toxico para o ser humano. Tem muitas pessoas que utilizam tarêntula como animal de estimação. Decidi deixar ela no Mandiglu porque eu sei que ela vai se esconder quando vou entrar. 2) Que um Caramujo Africano ou um outra tipo de caracol ou lesma comei um pedaço de Taioba a noite depois que coloquei a serapilheira (certamente junto com o caracol). Geralmente é fácil de identificar a localização do caramujo e tirar ele. Mais procurei, procurei e não achei nada. Os dias seguinte fui lá, observando as plantas para ver onde tenha outros pedaços de folhas  comidas e achar o caramujo mais não vi nada, todas a folhas intactas e isso ate agora, 2 semanas depois. Geralmente quando tem um caracol ou uma lesma dentro de um local posso certificar que ele vai comer cada dia uma grande proporção de folhas. A pergunta fica aberta; foi a tarêntula que matou o responsável ? fiz pesquisas no internet mais não achei nada significativo, sera bom de experimentar….

Arvores agroflorestais

Lista de arvores que se acham no sitio de Permacultura Anovafloresta no litoral da Bahia. Essa lista é um exemplo do tipo de vegetação participando na construção duma floresta de comida a partir de um ambiente desertificado. As categorias são:

  • Arvores de serviços . Essas especies tens de um a três papeis possíveis;fertilização (leguminosas), produtores de biomassa (adubação verde), colonizadores em carga da proteção contra o sol
  • Frutíferas pioneiras que podem resistir a um ambiente agressivo
  • Arvores da lei: pela produção de madeira de construção.
  • Frutíferas do clímax: precisando um ambiente já estabelecido

Cada especie de arvores tem um potencial e uma capacidade de adaptação dependente do ambiente.

Plantas de serviço agroflorestal

As plantas de serviço são plantas que fortalecem o ecossistema e ajudam o cultivo no sistema agroflorestal.

Acácia Mangium:

Benefícios

Extremamente resistente, a Acácia Mangium é uma leguminosa (produção de nitrogênio com simbiose bacterial) que não precisa de adubação. Pode crescer em solos extremamente degradados e sem água. Ela produz 11 toneladas de folhas por hectare por ano, em comparação com a Mata Atlântica que produz somente 7 toneladas. Assim, permite estruturar um solo desertificado com raízes fortes e cobertura morta abundante e resistente. A produção de pequenas vagens é também abundante e cria um substrato orgânico fino que pode ser utilizado como adubação de carbono. A Acácia Mangium é uma planta sacrificial removida na fase de clímax. A sua madeira é utilizada pela produção de fungos (cogumelos) , a flor dela é apreciada pelas abelhas.

Estudos mostram uma simbiose tripla entre a acácia mangium e

  • bacteria fixadora de nitrogênio (leguminosa)
  • Fungos ectomycorrhizae
  • Fungo endomycorrhizae

Os endomycorrhizae podem se conectar e criar uma sinergia com frutíferas, plantas herbáceas e hortaliças.

Inconvenientes

Esta Acácia não gosta da poda e pode morrer em caso de poda drástica. Para manter a árvore viva é importante deixar alguns ramos e folhas para manter o fluxo de vida

Esta propriedade pode ser considerada também como um benefício pela facilidade de controle. As críticas feitas contra ela são: Invasão de terrenos desnudos (borda de estradas, savanas, terrenos abandonados), alelopatia (competição hormonal) importante.

A Acácia Mangium pode ser utilizada numa estratégia de reflorestamento de custo 0 na primeira etapa da sucessão florestal (ver página)

A folha da Acácia Mangium não é realmente uma folha mais uma transformação da caule da folha em uma folha. Quando eles são jovens pode se ver as folhas que tem a aparência tipica das leguminosa; um agrupamento de pequenas folhas rondinhas (tipo pau brasil) que crescem na extremidade de um caule que parecem uma folha elongada.

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Essa evolução permiti certamente a essa arvore de resistir as secas e aos insectos no clima australiano. Ver reflorestamento com Acácia Mangium.

Inga

A Ingá é uma leguminosa de estrato baixo/médio em forma de para-chuva. Utilizada de maneira convencional no cultivo do cacau e do café.

Inga Edulis precisa de proteção quando jovem.  Uma vez adulta a arvore é resistente ao sol pleno.

Outras especies de Ingás, nativas, tens  melhor capacidade de propagação e as vagens melhor resistência nas pragas. A ventagem da Edulis é a forma dos ramos, macias e planos, fácil de manejo na cobertura do solo.

Benefícios

A ingá não precisa de adubação e tem um crescimento rápido. Ela tem ramos facilitando a poda com madeira macia e uma arborescência simplificada. A inga “de um metro” ou inga “da praia “ tem grandes vagens com sementes cobertas de polpa comestível. A ingá aceita a poda intensiva.

Bananeira

A bananeira é uma planta herbácea, prima das gramíneas.

Benefícios

A bananeira é a rainha do sistema agroflorestal. O tronco dela, cortado longitudinalmente e posicionado no solo, produz uma adubação extremamente eficiente em minerais e umidade. A seiva tem uma estrutura molecular resistente à evaporação, garantindo uma umidade persistente. A bananeira cria um solo preto e fértil. Uma touceira a partir do rizoma único deve ser constituída de 3 caules chamados mãe, filha e neto. A mãe dá o cacho e é  removida, a filha cresce para ser mãe,  o neto cresce e se torna filha. Um broto aparece para ser o novo neto. Manter essa configuração permite evitar a multiplicação de caules na touceira, com perda de energia, para concentrar a produção nas frutas.

A maioria das árvores são multifuncionais,  significa que elas cumpram vários papéis, varias funções , por exemplo fertilização,  quebra vento, produção de frutas,… No caso da bananeira a versatilidade é poderosa como alimento humano e alimento de desenvolvimento do ecossistema.

Leucena

Benefícios

A leucena é muito resistente e não precisa de adubação sendo uma leguminosa. As folhas são utilizadas como forragem para animais (cuidado não ultrapassar 40% de leguminosas na ração animal). A leucena pode ser podada de maneira intensiva.

Inconvenientes

A leucena se propaga muito rapidamente (invasora) e se torna difícil de controlar. Ela entra em competição com outras plantas

Gliricidia

A gliricídia é uma leguminosa com produção abundante de adubação verde. A gliricídia é minha leguminosa preferida, ela tem uma estrutura folhar densificada, fácil de podar , cresce rapidamente depois da poda e pode ser utilizada como forragem. As folhas e os ramos novos criam uma adubação que se degrada rapidamente para uma fertilização rápida sem necessidade de picar de maneira intensa, aproveitando da forma plana dos ramos. A gliricídia é conhecida como “mata rato”,  a casca é tóxica e utilizada como veneno contra ratos.

Andu

O Guandu ou Andu é uma pequena leguminosa, um feijão arborescente,  de ciclo de vida de alguns anos. O guandu gosta da poda e é adaptado a terrenos pobres. Existem variedades adaptadas a diversas regiões e ao papel de cultivo.

flores-de-feijao-guandu

Moringa

A moringa é o superalimento o mais nutritivo das plantas terrestres.  Se planta do milagre na Índia.  O seu consumo pelo ser humano não é aprovado pelo governo brasileiro devido a quantidade de oxalato de cálcio que pode causar pedras nos rins. Pode ser equilibrado bebendo suco de limão . A moringa pode ser utilizada como ração animal. Uma mistura de mandioca e moringa é um substituto ao milho. Sendo uma planta perene o seu cultivo e coleta é mais fácil que o cultivo de milho. A moringa é uma planta de estrato emergente (sol pleno) que precisa de poda frequentes.

Eucalipto

O eucalipto é a planta de serviço certamente a mais utilizada no sistema agroflorestal, devida à seu crescimento rápido, a sua adaptação à poda com muita produção de biomassa. O eucalipto é de estrato alto/emergente. Essa arvore não esta presente no sitio Anovafloresta.

Sansão do Campo

O Sansão do Campo (conhecido também como Sabiá ) é um arbusto de rápido crescimento originário do Nordeste do Brasil e utilizado como cerca viva (densa quando podada) e quebra ventos. Dependente da variedade e da umidade do local ele vai ter ou não espinhos , uma função útil contra invasores de grande tamanho. A madeira dele é resistente e flexível ideal para ferramentas, estruturas o tutores no jardim.

Arvores pioneiras produtivas (essencialmente fruteiras)

O cajueiro

O cajueiro é uma arvore adaptada aos trópicos secos tipo Nordeste brasileiro. O cajueiro pode se adaptar aos solos pobres e condições climáticas quente e secas. Quando não tem vegetação (seguinte a um desmatamento e uma agricultura não sustentável) e o clima é tropical mesmo se tem  chuva o ambiente vai secar  muito rapidamente quando tem sol e só as especies que pode suportar  condições difíceis de seca vão sobreviver. O caju faz parte dessas arvores; se o ambiente é pobre eles vão crescer devagar e dar poucas frutas mais vão sobreviver. Se você planta eles com outras especies que vão fertilizar o solo e umidificar o ambiante depois de um tempo eles vão aproveitar os novos recursos (nutrientes e umidade na terra)  e começar a produzir muitas frutas. O cajueiro tem uma outra qualidade útil; suas raízes não são muito competitivas. Isso significa que ele pode ajudar o desenvolvimento de mudas na sua vizinhança com a sombra dele sem afagar as mudas com suas raízes, o que é o caso do mangueiro por exemplo. O cajueiro pode ser podado, por exemplo para facilitar a colheita das frutas ou orientar a folhagem se precisa, e os galhos podem ser utilizados para fazer fogo. A falsa fruta pode ser utilizada para fazer sucos, e a fruta (noz) processada o vendida com um poder de  conservação de aproximativamente 6 meses.

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Folhas de Caju

A mangueira (Mangífera indica)

Essa arvore é uma forca da natureza. Ela pode crescer  em condições difíceis, por exemplo um solo pobre e longos períodos de seca, sobreviver e crescer. E uma arvore fácil de transplantar e tem um grande poder de fertilização.  Sua madeira é branca e macia. Se decompor rapidamente.

Tem dois problemas com o mangueiro;

  • ele é muito competitivo e existe uma dica; nada cresce ao pé de uma mangueira. Da minha experiencia a única competição é relacionada à luz. Quando podado de maneira a deixar suficiente luz para as arvores adjacentes elas podem crescer sem problema.
  • suas folhas, quando são jovens, são muito apreciadas pelas formigas e elas podem acabar o crescimento dessa arvore tirando todas as folhas cada vez que tem uma nova produção nos ciclos de crescimento.
  • Importante: em ambiente úmido fungos podem se desenvolver nas folhas e frutas. Nesse caso precisa fazer podas drásticas para permitir mais ventilação e reduzir a umidade.

Uma mangueira pode produzir um volume impressionante de mangas que serve como comida para os animais quando ficam no chão ou para a gente quando são escolhidos apenas depois de cair da árvore.

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Mangas

Dendê

O dendê não é uma arvore mais é uma palmeira. Na africa a fruta do dendê é um substituto da carne; tem muito gosto, olho, e pode ser utilizado em ensopados. A fruta pode ser comida crua mais ela é melhor cosida por 5 minutos na água quente. O dendê é bem produtivo e vai ser um fonte importante de nutrientes para suas galinhas, cachorros e todos os animais que realizam o poder nutritivo dessa fruta. Tem que saber que  95% do olho utilizado na industria alimentaria é extraído do dendê. A diferencia aqui é que o processamento feito sobre  esse olho tira uma grande parte das qualidades dessa fruta. As ventagens do dendê numa floresta de alimentos de Permacultura são;

  • períodos de frutificação elongados
  • poder nutritivo insubstituível da fruta do dendê
  • sua resistência a um clima difícil
  • a possibilidade de utilizar as folhas para fazer paneis (de artesanato com caule) o proteção contra o sol (folha completa) para horta por exemplo.

Os problemas podem ser;

  • o efeito das raízes horizontais invasivas que secam o solo.
  • os espinhos das folhas que pode ser perigosos. (é muito fácil e rápido tirar elas no caso do artesanato)

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Galinhas adoram a fruta do dendê

O coqueiro

O coqueiro também é uma palmeira e é uma planta cujo quase todas as partes são uteis. Suas folhas são mais adaptadas par proteger do sol o da chuva que o dendê. As terminações  (folíolos) vão resistir melhor ao tempo que os folíolos do dendê. Os pecíolos   vão ser mais fracos que os do dendê. Em lugares sem água potável o coco pode ser utilizado como substituto (precisa de muito coqueiros nesse caso). A água de coco é um dos desalterantes os mais poderoso que se pode encontrar. A fruta tem 3 fases principais em relação com os nutrientes; quando jovem não tem polpa no interior, só o liquido. Nessa fase todos os nutrientes são localizados na parte exterior e no liquido e se você corta ela e da as galinhas elas vão comer essa parte muita branca e macia. Quando mais maduras os nutriente migram para o interior das frutas e criam a polpa doce que cada um cognesce. No final quando a fruta começa a germinar todo o interior da frutas e constituído por uma substancia mole que algumas pessoas gostam mais que pode ter um sabor de sabão na minha opinião…

O coqueiro tem também essa desavantagem de secar a camada superficial do solo. Uma solução é de criar um circulo de coqueiro com duas a três metros de distancia entre cada um e colocar as folhas que caem e outras mateiras orgânicas no centro do circulo utilizando os troncos como barreira mecânica. Nesse caso as raízes vão invadir essa matéria orgânica em busca de nutrientes,  na altura da pila, e o resultado global vai ser menos invasão por unidade de pé de coqueiro (isso é um exemplo como a Permacultura utiliza os três dimensões do eco sistema.)

Existam coqueiros anão menos perigosos (quando caem as frutas), mais fácil de colher e muito produtivos. Sal pode ser adicionado na terra onde tem a raízes.

A forma das folhas é bem adaptada para proteger os morcegos da luz do sol durante o dia, particularmente quando as folhas de dois coqueiros adjacentes se encontram.

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Morcegos dormem durante o dia na sombra das folhas dos coqueiros

Dica; quando utilizando as folhas horizontalmente (para fazer um teto por exemplo) é importante colocar elas de uma maneira que a forma em V dos folíolos não guarda a água (V invertido) para não criar mosquitos.

Goiaba

A goiaba tem um sistema radicular que  permite a ela de resistir a seca e crescer em solo pobre. A goiaba se propaga muito bem com a ajuda dos pássaros e aqui no sul da Bahia se encontram muitas mudas no  jardim propagadas dessa maneira.  A variedade salvagem (Araçá) é nativa e se propaga sozinha, a fruta dela se come em geleia.

Bambu gigante

O bambu é uma grama. Não é uma fruteira mais pode se comer as brotas. Ele tem um grande poder de regeneração do solo e a capacidade de resistir em um ambiente agressivo se você da um pouco de atenção (principalmente água). O bambu em condições difíceis vai crescer devagar mais vai sobreviver. Uma vez que ele se estabelecida ele vai acionar um ciclo de regeneração do solo com sua raízes profundas e capacidade dele a produzir muito biomassa (folhas e canas) para enriquecer a camada superficial do solo e regenerar seu ecossistema.

Folhas do bambu pode ser utilizado como forragem em pequenas quantidade porque as folhas tem fibras resistentes e agressivas para o estomago dos animais.  O panda é conhecido para comer folhas de bambu e ele tem uma bactéria super poderosa no seu estomaga para digerir elas (bactéria estudada agora nos processos de reciclagem dos plásticos a base de petrol). Tem uma especie de bambu utilizada na índia que tem folhas bem adaptadas como forragem.

A cana de bambu e uma madeira excepcional por sua forma mais as maioridades das especies encontradas no brasil não tem uma grande capacidade de resistência nas pragas e os processamentos locais de curar utilizados são bem rudimentários comparados aos países mais norte no continente sul americano (injeção de curativo sob pressão) .

O ciclo de vida duma construção em bambu é bem curto e precisa muita atenção.

Para a horta ou a construção de estruturas no jardim o bambu é ótimo, assumindo um ciclo de via que vai de 1 ano ate 3 anos dependente da tenor em celulosa dele.

Dicas sobre o bambu:

A cana do bambu tem que ser cortada só depois de 3 anos de idade para ter uma resistência suficiente.

As brotas de bambu são deliciosas e precisam de ser colocadas em água fervente para tirar a amarga. Os chineses andam pé nu entre as canas para identificar as brotas jovens que são as melhores para cozinhar.

bambu-brota

O bambu é como o coqueiro; uma planta com 1001 possibilidades que um sitio de Permacultura precisa de ter, para o ecossistema e como plantas uteis.

As canas podem ser  utilizadas  como primeira camada na criação de compostagem para permitir a oxigenação através das canas embaixo da pila e evitar o trabalho de tornar a pila para ajudar o processo biológico.

Aroeira (pimenteira)

A Aroeira é impressionante pela capacidade dela a se desenvolver a partir de estaca (propagação vegetativa). Quando você faz estacas de hibiscos ou de outras plantas que se propagem desse jeito você da muita atenção as estacas (água, sombra, fertilidade…).

Muitas vezes plantei galhos de Aroeira no chão no jeito de fazer tutores ou fixar um  estrutura no sol… e realizei 3 semanas depois que a estaca comecei a brotar, em situação de seca, no pleno sol e em solo pobre. A aroeira pode ser considerada invasiva porque se propaga muito facilmente e se adapta a  situações difíceis.

Geralmente é uma arvore que vai ser substituída por arvores maiores quando a floresta se desenvolve. Em áreas onde ano ten competição  é fácil de podar ela e utilizar a biomassa dela para fazer fogo o cobertura morta o estrutura de madeira  no jardim.

A fruta que ela produze é um condimente forte que pode se conservar duma a três semanas. A fruta atrai os pássaros.

Limoeiro

O limoeiro vai crescer devagar  em situação difícil (seca e solo pobre) mais vai sobreviver. Ele precisa de um pouco de sombra para crescer. Quando adulto um pouco de sombra vai melhorar a frutificação e ajudar a arvore a combater fungo.

Pitanga

A Pitanga é uma arvore pequena com crescimento devagar. A pitanga gosta do sol mas não é uma emergente.

Mangabeira

Mangaba tem raízes profundas e pode resistir em situações muito difíceis de seca. A mangabeira é uma frutífera emergente. Numa floresta em ambiente de Mata Atlântica precisa de garantir um acesso total ao sol. Ela produze frutas 3 o 4 vezes por ano. A fruta é fraca, não pode ser transportada. E uma fruta com poder antisséptico forte. Quando madurada no sol em boas condições ela tem o gusto da maçã cozida.

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Mangaba particularmente grande

Amendoeira-da-praia

A Amendoeira-da-praia não precisa muita atenção, só um pouco de umidade no começo da vida dela. Ela tem grande folhas caducas o que  permite a criação de serapilheira e de compostagem em grande quantidade quando as folhas caem. As frutas são apreciadas pelos morcegos. A forma da folhagem dela em fraldas permite a penetração do ar transversal, um particularidade que pode ser útil em algumas casos no paisagismo Permacultural (ventilação de um lugar, construção de casas nas arvores, …). A amendoeira da praia não é endêmica da Mata Atlântica e pode se tornar invasiva. Considerando o tamanho importante dessa arvore é conselhado evitar a sua utilizacao .

Abacaxi

O Abacaxi é uma planta que cresce em qualquer lugar, resistente na seca e sem sombra e adaptado a tudo tipo de solo. Em situações difíceis o  abacaxi vai dar pequenas frutas, as vezes deformadas mais ele vai sobreviver. Quando você compra um abacaxi para comer você pode tirar a parte superior, tirar algumas folhas na base para ajudar o desenvolvimento das raízes, colocar na terra com água e esquecer ele. Se o solo é pobre e o ambiente agressivo o abacaxi vai dar frutas depois de 2 o 3 anos só, mais não é um problema se você considera que ele não vai precisar qualquer atenção .

Tem também varias plantas bem adaptadas as condições difíceis; Acai funciona no sul da Bahia, O Xando e muito bem adaptado na seca e produze frutas para animais.

abacaxi

Abacaxi

Arvores de clímax

Essas arvores precisam de fertilidade

  • A Graviola é de estrato meio, pode ter problemas de fungos. A poda permite de esclarecer a folhagem e tirar um excedente de umidade.
  • Cajá precisa de umidade e de fertilidade. O cajaeiro é de estrato alto e pode resistir ao sol pleno. Cresce rapidamente, pode ser podado de maneira drástica.
  • Abiu é de estrato médio, precisa de umidade e de sombra quando jovem
  • Eugenia (jambo) precisa de fertilidade . E de estrato alto / emergente
  • Abacate precisa de fertilidade e de um solo com bom drenagem
  • Jaqueira precisa de sol. De estrato alto a Jaqueira produz  um volume impressionante  de fruta.
  • O Jamelão precisa de sombra e umidade nos primeiros anos da vida. Depois ele é muito resistente. Jamelão não pode ser localizado perto de uma casa quando pode quebrar como vidro. O jamelão cria uma sombra densa e competitiva para outras plantas.
  • Cacau, Café, Cupuaçu precisam de sombra, umidade e mateira orgânica
  • Amora gosta de um pouco de sombra. Pode ser podada regularmente e é utilizada também como planta de serviço pela adubação verde.
  • Acerola com um solo fértil pode resistir no sol pleno

Programa

Formação, atividades e projetos A Nova Floresta

Workshop e Seminários

PDC (Permaculture Design Course : Diploma de graduação para Permacultores) – Bioconstrução Hiperadobe, Adobe, Pau a Pique – Reflorestamento acelerado nos trópicos úmidos e semiáridos.

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Formação teórica recorrente: pré-requisitos (termodinâmica, Cradle to Cradle, abordagem sistêmica, biomimetismo e padrões naturais), o ecossistema do solo, agrossilvicultura, gestão da água, design Permacultural, gênese dos Princípios da Permacultura e além disso.

Formação pratica recorrente (incluída aos seminários e voluntariado)

Tijolos e paredes de Adobe, compostagem com minhocas, compostagem Berkeley, manejo das galinhas, horticultura, colheita, plantio de árvores, processamento de alimentos, etc.

Projetos Anovafloresta (incluídos aos seminários e voluntariado)

bioconstrução com Adobe, hiperadobe e pau a pique, hortaliças e agroflorestal, vermicompostagem, compostagem frio, compostagem quente, criação de canteiro em policultura, hortaliças, criação de mudas, reflorestamento, aproveitamento da agua da chuva, …

Criar uma horta com a Permacultura

A Permacultura utiliza a abordagem sistêmica para a criação de paisagem otimizada para a produção de alimentos. Aqui é um exemplo desse processo de criação duma horta. A ideá é começar sem experiencia (sobre as plantas mais adaptadas ao solo, mais resistente as pragas locais, aproveitando melhor o sol e a chuva nesse lugar, sobre o melhor design adaptado no local, etc.), utilizando só as informações teoréticas do Internet e praticas dos fazendeiros locais, a pesquisa de informação, a experimentação e a observação.

Contexto local

Estamos no Sul da Bahia, definido como tropico úmido, embora que pode ter períodos como El Niño, que produze uma seca por mais que um ano. A umidade não é regular por causa da falta de vegetação ambiente. Depois de 2 dias com um sol muito forte a terra seca rapidamente, fenômeno agravado pela brisa do mar (ficamos a 1 km do mar).

O solo é muito pobre devido a erosão consecutivamente a uma agricultura não sustentável tipo corta/queima e desistência. Só fica a camada de barro com ervas daninhas e alguns arvores jovens crescendo ao redor do terreno. A terra falta de mateira orgânica e o barro quando seca pode ser duro com uma piedra.

O papel é duplo; criar uma horta orgânica e regenerar a terra com uma solução de baixo custo. Não vamos levar estrume de gado curtido, o que é uma solução simplística e não sustentável (depleção das pastagens de origem e solução de alto custo não autossuficiente) mais vamos regenerar a terra com uma serapilheira de mateira orgânica nos canteiros no primeiro tempo e esterco de galinha curtido ao pé das plantas em segundo tempo. Húmus de minhoca sera utilizado em casos particulares.

Esta horta é localizada na zona 3 e poderia ser também na zona 2 (um pouco fora do centro da fazenda de Permacultura que é zona 0). Isso significa que vamos experimentar e identificar plantas que são resistente sozinhas ao ambiente porque a horta não vai beneficiar duma atenção frequente (a optimização da logística vai querer que a gente cultiva plantas mais domesticadas perto do centro da fazenda).

A praga principal é o Caramujo Africano, particularmente em um contexto onde a regeneração da terra vai ser feita com um serapilheira orgânica de folhas (mulching), o que os caramujos africanos adoram.

Horta versão 1

Essa versão é mais um protótipo. Esperamos muitas falhas nessa versão, erros devidos ao design, ao escolho de plantas, ao sistema de manutenção…

Design inicial

O terreno tem uma declinação de 7/8 graus. Vamos fazer curvas de nível para aproveitar a água da chuva e evitar a erosão. O jardim vai ter montes e valas em contornos.

O solo é de barro, pobre, pesado e que pode ser muito duro com a seca, com pouco de matéria orgânica, resultando das técnicas não sustentável de corta e queima. O papel inicial vais ser de melhorar a estrutura do solo e plantar nos montes onde a terra é mais leve para ajudar o desenvolvimento das raízes e tubérculos. Isso significa que vamos precisar de irrigação porque as montes vão se desidratar rapidamente. No futuro podemos considerar de reverter a situação uma vez que o solo é regenerado e plantar nas valas, mais férteis e úmidas. A criação das valas vai permitir de extrair a camada superficial mais fértil e colocar ela nos montes.

O terreno inclui a presencia de tiririca e varias plantas invasivas pioneiras. O escolho é de guardar 90% dessas plantas para manter uma cobertura verde e ajudar a regeneração do solo. Tiriricas mostram um poder de fertilização excepcional para uma planta que não é uma leguminosa (é importante de saber que os tubérculos da Tiririca têm uma hormona de desenvolvimento das raízes que pode ser utilizada para fazer propagação vegetativas com estacas).

O tereno é também localizado dentro de um local cercado com varias arvores; um consorcio de caju, inga, manga e dendê juntos (vais ser interessante de ver quem vai ganhar a competição ou se eles vão conviver juntos) de um lado e dendê do outro lado. Tem raízes que penetram no solo da horta e vamos observar o impacto delas. O local não é realmente protegido da brisa do mar e vai precisar de criar um quebra-ventos com plantas de pequena altura (2 a 3 metros). As plantas que vamos utilizar são ; Anapie, Guandu, Algodão, Milho e vamos transplantar aqui um Xandó (ALLAGOPTERA ARENARIA) que é uma planta protegida pela Ibama na Bahia, uma pequena palmeira extremamente resistente na seca e que produze frutas que a gente e o animais gostam. Essas plantas vão proteger a horta do vento que pode ser corrosivo (brisa do mar) e sacador no verão.

O terreno é localizado na zona 3, o que significa que vai ser visitado pouco no futuro e precisa de ser sustentável sem a presencia frequente da gente. O terreno é localizado embaixo do galinheiro e vai aproveitar o gotejamento do adubo das galinhas (água da chuva se infiltrando no solo da horta). A torneira de irrigação da horta fica no galinheiro (zona 2). As plantas cultivadas aqui são plantas resistente que precisam de observação e manejo só de uma a duas vezes por semana ate uma vez por mês dependendo da temporada e do período do planto e da  colheita.

A gente fiz adubação com esterco de galinhas (curtido ou não curtido dependente das plantas) em varias lugares do local. Feijão do porco foi plantado em tudo lugar para criar um placenta de proteção (do sol) e de fertilização.

Uma linha de cana de açúcar e de algodão fui plantada em frente do galinheiro, para proteger o galinheiro da brisá do mar e aproveitar a fertilização vindo do solo do galinheiro.

Uma cerca fui feita com ramos de bambu e buganvílias (muito espinhosa) para proteger a horta das galinhas.

As plantas seguintes foram plantadas;

  • Algodão
  • Milho
  • Cana de açúcar
  • Tomate
  • Berinjela
  • Guandu
  • Aipim
  • Abacaxi
  • Abobara
  • Anapie
  • Couve

O papel da versão 1 era de

  • experimentar o design
  • regenerar a terra
  • identificar as plantas resistente para uma zona 3

Video de presentação da versão 1

Observações sobre a versão 1 (feedback)

Aqui são os feedback dessa versão, o que funcionou e o que não funcionou.

A gente deixou os feijões do porco (o feijão do porco e descrito como uma leguminosa que não aumenta a acidez do solo) madurar ate a produção do vagem. O problema é que o nitrogênio se concentra nas sementes e a gente perdeu o beneficio da fertilização por nitrogênio. Essa escolha foi feita no objetivo de produzir semente de feijão do porco para futur utilização em outros lugares. A escolha deve integrar também o fato seguinte; geralmente os feijões são plantados depois do planto das plantas comestíveis para manejara a competição dos raízes. Nosso caso a prioridade fui de proteger o solo do sol (período El Niño com muita seca no Nordeste) e criar uma camada de proteção contra o sol. Também os feijões devem ser cortados no período da floração para evitar a punção do nitrogênio para as sementes.

O design fui de fazer uma vala um monte, um vala um monte, etc, cada vez de mesma largura. O resultado foi um inconforte de passeio. A próxima versão vai alargar os caminhos de 50% e alargar os montes de 100%. Os caminhos vão permitir de manejar a metade de cada monte acima e embaixo e vão ser mais largos para mover.

A cana de açúcar perto do galinheiro parece crescer bem e multiplicar;

cana-de-acucar-perto-do-galinheiro

O milho que foi plantado com esterco funcionou bem mais tenha problema de enraizamento, por causa de solo compactado.

As galinhas são animais de corpo frágeis mais sabem como achar um passeio dentro dos ramos, especificamente quando os ramos começam a se degradar.

As únicas plantas que sobreviveram foram

  • Berinjelas
  • Cana de açúcar
  • Algodão
  • Tomates
  • Aipim
  • Guandu
  • Abacaxi
  • Milho
  • Anapie

Os pes de tomates sobreviveram mais não tenha suficiente fertilização para produzir tomates.

O Anapie cresceu normalmente.

Os pés de abobara foram comidos pelos caramujos quando jovem.

Couve não cresceu por falta de adubo suficiente.

As folhas de aipim foram comidas pelas galinhas que acharam um passeio através da barreira de ramos de bambu e bougainvillias. As galinhas soes animais que precisam ser controladas e que não podem entrar numa horta o vão destruir tudo.

Soluções para versão 2

A prioridade fui de criar uma cerca eficiente para proibir as galinhas entrar. Uma telha de plástico de  1 metro de altura foi utilizada. A vegetação, um pouco de terra superficial e os ramos da cerca da versão 1 foram tirados no lado exterior da horta, para limpar e colocar a cerca, criando uma zona com mateira orgânica ao redor da horta onde a gente planteou Guandu como primeira linha de quebra-ventos (foto embaixo). Os ramos de buganvílias e bambu são utilizados para proteger das galinhas  a terra e as sementes de Guandu como pode ser visto na foto (na esquerda). As galinhas geralmente não voam acima da tela. Se acontece, as galinhas pode ter as plumas duma asa cortada para impedir o vôo.

cerca-para-galinhas

As valas e montes foram reestruturadas como descrito antes reaproveitando o circuito de irrigação existente (duas mangueiras ida e volto por cado canteiro/monte).

valas-e-montes-restruturadas

Os bordes das montes são agora protegidos do sol com papelão porque folhas não ficam la.

Os abacaxis foram transplantados em espaços que não precisam manutenção o adubação, assumindo a capacidade deles de crescer em qualquer lugar e precisando acesso só uma vez por ano

Os pés de aipim que sobreviveram foram transplantados quando ficaram nos caminhos.

Adubação com esterco de galinhas curtido foi feito em cado canteiro. Uma camada de mulch (cobertura morta o serapilheira) fui colocada sobre os montes para proteger a camada de adubo e a terra das chuvas fortes e do sol.

As Tiriricas foram tiradas com outras plantas daninhas.

A linha de Anapie vai ser enforcada com Guandu. Na foto em baixo onde tem folhas mortas brancas de bambu.

anapie-renforcado-com-guandu

Um pequeno lago artificial vai ser criado (ver localização digital na foto embaixo) no meio da horta para atrair predadores de insectos e umidificar / refrescar o local. Vamos experimentar o nível de evaporação com a brisa do mar e monitorar o quebra ventos dependente da rapidez de diminuição do nível de água .

construcao-de-um-pequeno-lago-projeto

Mais cana de açúcar vai ser plantado utilizando esterco de galinhas.

Inhame Cara vais ser plantada na borda onde tem as arvores para aproveitar a estrutura delas. Inhame Taro vai ser plantado nos montes como jiló e maxixe  que são plantas bem adaptadas na Bahia.

Abobara poderia ser plantada com um rede de proteção quando jovem  mais o desenvolvimento da planta não se adapta bem ao design linear em curvas de nível.

Observações sobre a versão 2 (feedback)

A escolha para plantar nos montes, e não em valas considerando a influência do clima nos próximos anos (La Niña) comprova uma boa escolha. Aqui uma foto do jardim feito o 16 de novembro de 2016, durante uma chuva tropical ininterrupta. A chuva é persistente ao longo do tempo e só uma vez precisava de regar as plantas. O efeito positivo desse tipo de fenômeno é o transporte dos nutrientes vindo do galinheiro (esterco de galinha). E claro que se o processo de lixiviação ocorre com frequência sera importante de cuidar da presencia de serapilheira e duma densidade de vegetação cuja raízes e sua rizosfera vão guardar os nutrientes.

20161116_091305

Podemos ver aqui a importância de fazer as valas seguindo as curvas de nível para reduzir a erosão.

Os feedback sobre a versão 2 vão ser feito ao longo do tempo, verão 2016 / 2017 ; o que funcionou e o que não funcionou…

Feedback verão 2016 / 2017 e soluções

Identificamos agora as plantas que resistam as pragas ; algodão, berinjela, aipim, cana de açúcar, tomate, arugula e plantas de suporte; guandu, feijão do porco, capim elefante para quebra ventos. Vamos adicionar maxixe na próxima etapa.

A observação monstra que a cobertura orgânica não fica nos canteiros, deixando eles abertos ao sol que desidrata e queima as plantas. A solução simplística seria de aumentar a periodicidade de irrigação o que é a pior solução que se pode imaginar (lixiviação, salinização, gasta de água, diminuição da biodiversidade no ecossistema do sol quando utilizando água com cloro da cidade, etc.). A solução perenal vai ser de criar bordas para manter as folhas.

Analise das alternativas;

Borda de barro; Pros : estabilidade, possibilidade de se apoiar sobre a borda para acessar as hortaliças, criação duma interface abiótica resistente que pode receber uma fauna que vai regular o ecossistema.  Cons : labor importante para levar a borda, necessidade de cobrir a borda com vegetação para evitar erosão.

A construção duma borda de barro deveria ser feita durante a construção dos canteiros utilizando o barro do subsolo para evitar de levar o barro de fora e reduzir o labor

Estrutura de madeira; Pros: criação rápida. Cons: utilização de biomassa que pode ser útil em outros lugares e propensão a se degradar rapidamente,

A estrutura de madeira deve ser considerada uma solução temporária utilizada para a criação duma borda permanente; por exemplo a criação duma borda viva.

Borda viva; Pros: borda permanente, aumenta a biodiversidade do canteiro (na rizosfera e na parte aérea), produze biomassa, tem uma altura monitorável, aumenta a fertilidade. Cons : precisa tempo para se estabelecer.

A borda viva deve ser feita com plantas não invasivas tipo cespitosa (em cluster, que forma um buquê) de pequena altura. O capim colonial é a planta ideal para isso, pode ser podado na altura adaptada aos requerimentos climáticos (mas alta no período de seca para manter umidade, mas corto no período de chuva para ajudar transpiração do solo). A poda pode ser utilizada como comida para coelhos, galinhas, patos, o para cobertura morta,  compostagem, lombricompostagem.

Aproveitando água da chuva

Captação da água

Aqui utilizamos um setor de água para encher uma vala de infiltração e com o excedente um lago artificial;

Um outro tipo de captação é a recuperação da água que cai dos tetos. Se você tem um teto feito de um material inerte (por exemplo cerâmica) a água captada pode ser utilizada para beber. Nesse caso precisa de condicionar a água dentro de um tanque fechado protegido da fauna e da flora. Se o material do teto é feito de cimento a acidez da chuva vai reagir com o cálcio do cimento e o PH vai se neutralizar o que sera ainda melhor para a saúde. Só vai precisar esperar uma estabilização química do cemento antes de captar a água (alguns semanas). Tem que ser cuidado se você utiliza um material alternativa como reciclagem em base de alumínio (reciclagem de caixas de bebidas) o de resina, polímeres, sob-produtos do petrol, etc… Nesse caso a água não pode ser consumida, só utilizada para outras finalidades.

Aqui embaixo é um exemplo de água que vem de um teto recoberto com folhas de coqueiro para proteger a habitação do sol. Essa água contém muita matéria orgânica e não pode ser bebida assim. No futuro podemos imaginar um sistema de extração da matéria orgânica utilizando filtro biológicos. Mas agora essa água é utilizada só para as plantas, a construção e a limpeza de tudo que não é em relação com a comida e bebida.

Como manejar a água nos tanques

caixa-dagua-com-plantas-aquaticas

Porque colocar plantas aquáticas nas caixas de recuperação da água da chuva ?

  • E uma maneira de aproveitar a luz do sol e sequestrar carbono criando biomassa verde que pode ser utilizada para compostagem o serapilheira (cobertura morta). As plantas aquáticas ten recordo de velocidade na produção de biomassa.
  • O efeito colateral de captação da luz (e sua transformação em energia química ; carboidratos, constituintes das plantas) permite de manter a água fresca. A temperatura baixa reduz a proliferação das bactérias anaeróbicas e permitir de manter um ambiante aquática mais saudável. A temperatura baixa reduz também o volume de evaporação.
  • A camada de plantas permite de reduzir a evaporação e forma uma plataforma para abelhas beber sem afogar

abelha-bebendo

  • Plantas criam um pequeno ecossistema e atraem animais como rã, libélulas (predador do mosquito), etc  que participam na aumentação da biodiversidade local
  • As plantas processam a matéria orgânica para manter a água limpa com pouco algas
  • Não tem aparição de larva de mosquitos mesmo que não tem peixes. Isso pode ser o resultado do equilibro ecossistêmica, com predadores das larvas, a temperatura baixa da água, a dificuldade para as larvas de obter oxigeno na superfície, e especificamente a falta de alga que é a comida principal das larvas do mosquito.

A estética é também importante;

planta-aquatica-com-flor

Dicas;

  • A mangueira na primeira foto faz distribuição de água através de um ponte de água (o vazio tem que ser feito na mangueira de maneira a permitir a sucção de água entre os dos tanques). Os níveis se equilibram quando a água cheia no primeiro tanque .
  • Pequenos peixes menor que carpes são mais adaptados para sobreviver nesse ambiente considerando o tamanho dos tanques e o fluxo de nutrientes
  • Tem dois tipos de plantas aquáticas, as que tem folhas na superfície; elas não produzem oxigeno dentro da água, as que tem folhas dentro da água; e que oxigenam a água.
  • Tabuas de madeira permitem aos animais de sair do tanque quando eles caem na água.
  • Essa cobertura vegetal pode ser considerada uma “tampa biológica” com uma função  adicional de extração e limpeza biológica.

A rotina dos voluntários e estudantes

A vida em A Nova Floresta

a-vida-em-anovaflorestaEm A Nova Floresta é valorizado o respeito pela natureza e comunidade

Deve-se possuir uma atitude positiva, gentileza, altruísmo, espírito de comunidade, mente aberta e respeito; Possuir a consciência de trabalhar com boa energia, reconhecendo e fazendo seu uso da melhor maneira possível. Ser independente e motivado (afinal de contas, é sua escolha a vinda para o sítio).

Não há problemas em demorar seu tempo para aprender, desde que tenha sido com qualidade. Tem dúvidas? Pergunte! Especialmente antes de fazer algo permanente. Lembra se que o papel de Anovafloresta é ensinar.

Nós vivemos nos princípios de igualdade de gênero e sustentabilidade: “reduza, reuse, recicle e design nessas perspectivas”. Seja cuidadoso, desta maneira aumentamos a durabilidade do nosso trabalho.

A rotina para voluntários estudantes

O dia começa cedo, pois a temperatura é mais amena e facilita os trabalhos físicos. Às 7h temos uma reunião rápida para determinar as atividades do dia e dividir os times (quem fica na cozinha e quem faz o trabalho manual – dependendo do número de voluntários). Trabalhamos por cerca de duas horas, então pelas 9h tiramos uma pausa de 45min para tomar café da manhã reforçado e recarregar as energias (você pode comer algo antes da atividade física, caso acorde com o tempo necessário). Trabalha-se mais uma hora e meia ou duas horas  (na sombra) incluindo limpar e guardar ferramentas. O resto do dia é livre para fazer suas atividades: ir para as praias, passear na cidade, trabalhar no seu projeto, trabalhar em um projeto criativo, entre outros.

Se o estudante/voluntário quiser trabalhar em um projeto criativo durante a tarde daremos nosso melhor para apoiar e dar as ferramentas necessárias para sua realização (estamos aceitando sugestões!)

Essa grade de horários serve de exemplo, já que as atividades e o tempo de realização tendem a variar.

Horários

6:00am  – 6:30am : Sua rotina matinal – Cafe da manhã leve
6:30am  – 7:00am : Reunião para determinar as atividades
7:00am  – 9:00am : Treinamento pratico (trabalho físico)
9:00 am – 10:00am : Café da manhã completo e tempo livre
10:00am – 11:15am : Treinamento pratico
11:15am – 12:00am : Pausa para relaxar, tomar banho, etc
12:00pm – próximo dia : Almoço e tempo livre

As refeições

refeicoesNormalmente se o voluntário não sabe cozinhar e vem para o sítio, acaba aprendendo.

“Comer é um ato agrícola” (Wendell Berry). E importante de fazer uma conexão entre a produção alimentar e a comida. Aprender como cozinhar uma comida vegetariana faz parte do treinamento dos voluntários.

O treinamento

Em média fazemos 4h de trabalho prático incluindo aulas praticas, 4 dias por semana, e 1 dia (4h) para teoria. No dia de teoria, na tarde, podemos visualizar filmes sobre Permacultura, ecologia e conceitos em relação com sustentabilidade.

A teoria é relacionada com o trabalho que estamos fazendo ou introduzir conceitos diferentes: incorporando permacultura, desenvolvimento sustentável, domínios econômicos e científicos, ecologia, design ecossistêmico e simulação, estudo dos solos, etc.

O trabalho prático vai desde como fazer um nó especial, como cortar propriamente um galho de árvore, qual a melhor posição/maneira de realização de um trabalho, como usar as ferramentas… várias pequenas coisas envolvidas na forma de utilização e técnica que estamos usando, além dos projetos em si (Permacultura, bioconstrução, …). Normalmente as técnicas são realizadas pela primeira vez com o instrutor e a pessoa (ou grupo) é deixada para prosseguir com o trabalho. O objetivo, afinal, é a ensinar a pessoa para fazer o trabalho de maneira autônoma.

Instalações

A Nova Floresta propõe instalações dentro da fazenda orgânica com dormitórios e um acampamento.

A infraestrutura geral da hospedagem inclui: acampamento com proteção do sol, eletricidade, água mineral, chuveiros, modernos banheiros secos e banheiros padrão conectados a um sistema sustentável para tratamento de água no casa do dormitório.

O que trazer

– Importante: Uma pequena lanterna que você possa recarregar (manualmente o com tomada 220v). Pode ser o flash do smartfone se é poderoso;
– Bons sapatos (cobrindo tornozelos ou botas, que sejam fáceis de tirar), para quando andar no mato;
– Capa de chuva;
– Calças compridas leves e fechadas para proteger de insetos;
– Uma camiseta de manga comprida para trabalhar no jardim (dependendo do clima e tipo de atividade);
– Barraca (se escolherem área de camping) – é melhor trazer a própria;
– Kit primeiros socorros (first aid kit);
– Não precisa de vacina especial;
– Protetor solar e chapéu/ boné;
– Pouca bagagem/ viajar leve (camisetas, shorts, bermuda, chilenos);

Opcional

– Instrumentos de música são bem-vindos;
– Talento artístico é bem-vindo;
– Traje de banho/praia;
– Itens essenciais de farmácia: repelente, algodão, própolis (encontrado em qualquer farmácia brasileira) e curativos/band-aid. Se usar produtos farmacêuticos de ANovaFloresta, esses devem ser reembolsados, pois podem ser caros;
– Um par de luvas de jardinagem – que possa resistir à umidade;
– Um caderno pequeno e caneta podem ser úteis se quiser anotar algo ou pendrive para levar o material (documentários e aulas);
– Equipamento de costura simples;
– Um guarda-chuva;
Conselhos e informação

– Faça seguro viagem incluindo um bom plano de saúde;
– Quando possível traga produtos biodegradáveis e não tóxicos, uma vez que utilizamos sistemas de reciclagem de águas.
– Se vier no inverno (de abril até meio de outubro) traga um casaco ou jaqueta leve e um cobertor ou saco de dormir. As temperaturas podem descer até 15° Celsius durante a noite.
– Viaje leve, não traga muita coisa. A vida nos trópicos é simples e não precisa de muitas roupas. Por experiência, todos os que trouxeram malas grandes se arrependeram. Mochilas são mais flexíveis do que malas.
– Tenha roupas com bolsos que você possa fechar. Evite bolsas que possam ser facilmente esquecidas ou roubadas.
– A voltagem é 220 em Trancoso.
– Você pode encontrar conexão Wifi e muitos cafés com internet em Trancoso, Porto Seguro (há acesso no aeroporto também, se pedir) e Arraial.

Custo de vida, alojamento e produtos em Trancoso

Trancoso é particularmente caro se você adotar um estilo de vida turístico (restaurantes, baladas, bares, comprar roupas, cervejas na praia, etc.). Se comprar os itens no mercado, é o custo brasileiro normal.
Existem várias lojas em Trancoso, incluindo pequenos supermercados.
Táxis são caros, Moto táxis são mais baratos.
Ônibus é barato e funciona bem;
Existem caixas automáticos (atm) em Trancoso. Não deixe vendedores saírem de vista com seu cartão de crédito para evitar clonagem.

Depois de comprar a passagem

Entre em contato com A Nova Floresta para acertar os detalhes da chegada:
– Sua data/hora de chegada (em Porto Seguro, Trancoso);
– Se vier de avião: A companhia aérea, número do voo e aeroportos de escala, se houverem.
– Se vier de ônibus: A empresa de ônibus e a localização da chegada. A rodoviária é pequena, com possibilidade de comer e sentar.

Imprima as informações de contato (endereço, telefone) e página de Como Chegar antes de vir..

Curso de bioconstrução

Agenda do curso de bioconstrução 2017 Anovafloresta.

Participantes podem se registrar para 1, 2 ou 3 dias. Precisa se registrar por lo menos uma semana antes do curso.

Como chegar

Registrar-se

Venha aprender na teoria e prática da Bioconstrução, compartilhar dias conosco em meio a natureza, trocando experiências, conhecimentos e praticando os conceitos de  bioconstrução e permacultura. O curso acontecerá na seda d’Anovafloresta, localizada em Trancoso no distrito de Porto Seguro no extremo sul da Bahia. O conteúdo do curso incluí oficinas práticas, vivências e a abordagem de teorias dentro do contexto da Bioconstrução e da Permacultura.

Resultado do curso do 17 de Julho 2017 (imagens, brainstorming, vídeos, …)

Objetivo

Possibilitar os alunos a utilizarem as técnicas de bioconstrução as mais comuns e identificar os pros e cons de cada pratica (labor, complexidade técnica, custos, tempo decorrido, ferramentas utilizadas, …). Desenvolver a visão da bioconstrução dentro de um contexto local; recursos locais, integração do habitat no meio ambiente (localização, fluxos de entrada e saída, logística, …), estrategia de desenvolvimento.

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Lista das técnicas incluídas nos cursos de bioconstrução

chuveiro

  • Presentação e conceitos sobre técnicas de baixo impacto
    •  variações de técnicas com Hiperadobe e pau a pique
    • Saneamento ecológico (Biodigestor a evapotranspiração, Banheiro seco, adaptação de sistemas existente de tratamento e reuso das águas cinzas)
    • Domínios de aplicação da técnica de Ferrocimento
    • Reciclagem de cerâmica e frescos de terra
    • Secador solar

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  • Teoria
    • Técnicas e matérias sustentáveis na bioconstrução
    • Localização do habitat em um sitio utilizando os conceitos de design da Permacultura
    • Os recursos locais e o reciclagem
    • Integração no meio ambiente e optimização dos fluxos (água, vento, luz, …)
    • Conceitos da permacultura aplicados na construção e urbanismo

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Equipe Anovafloresta

Stephane Bour,  Permacultor e Bioconstrutor, fundador d’ Anovafloresta

Lucas Souzalma, Bio Arquiteto e Bioconstrutor, fundador de LeNHa

E toda a equipe que ajuda à construir a plataforma de bioconstrução e à organizar o curso.

Contribuição (incluindo comida)

  • Formula 1 dia; R$100
  • Formula 3 dias com alojamento no camping; R$280 (Alojamento em casa + R$80)
  • Formula 5 dias com alojamento no camping; R$450 (Alojamento em casa + R$100)

P1060710

Mais informação : anovaflorestamail
Short URL : https://goo.gl/2U0Uil

Integração entre floresta e horta

Estrutura de uma árvore

Para evitar competição e aumentar as interações positivas entre a floresta e uma horta de anuais é importante cognescer a morfologia subterrânea das árvores.

Aqui é uma representação generalizada e errada;

morfologia-errada-de-uma-arvore

A raiz axial é geralmente limitada e depende essencialmente da especia e do clima. Quando o clima e seco as árvores desenvolvem raízes axiais profundas para acessar a umidade.

Uma representação mais correta é assim para a maioridade das especies;

tree-morphology

As raízes se desenvolvem de maneira oportunística; onde tem o mais de água, oxigeno e nutrientes ; geralmente na superfície do solo.

As raízes horizontais pode atender ate 7 vezes a altura da árvore.

A parte onde tem a maior competição para nutrientes e perto do tronco (“plate”, na imagem). A parte onde a água da chuva cai com os nutrientes extraído das folhas é a mais fértil (“drip line”, na imagem). Lá se desenvolve muitas raízes.

Se você planta uma muda perto de uma árvore não coloca fertilizante.  Quando você faz isso a árvore vai desenvolver sua raízes onde tem essa nova fonte de nutrientes e vai  asfixiar a muda. Sem fertilizante a planta vai compartilhar os nutrientes com a árvore e a floresta em pequena quantidade mais com muita diversidade de nutrientes. A planta vai crescer devagar mais com muita saúde.

Estrutura da floresta e transição com a horta

E mais conselhado de plantar perenais perto de uma árvore porque elas tem a mesma estrategia de desenvolvimento. Apesar disso existem plantas anuais que se adaptam a zona de transição entre a floresta e a horta.

Uma zona de transição entre dois ecossistemas se chama um ecótono e tem a particularidade de ter mais biodiversidade que os dois ecossistemas conexos. Essa biodiversidade se acompanha geralmente com muito fertilidade e resiliência.

Ecossistema do solo

Nas especias anuais tem plantas mais adaptadas ao solo e a proximidade das árvores.

floresta-horta

O solo de uma floresta e dominado por fungos, o solo de uma horta e dominado por bactérias, cada um com um sistema de nutrição diferente e especias adaptadas. E possível de criar uma zona de integração entre os dos mundos utilizando plantas que vão se adaptar a cada situação e facilitar essa integração. Aqui é fundamental o principio da Permacultura de colocar os elementos em relação a cada um com o papel de obter a melhor (colaboração) inter-relação.

As bactérias produzem um tipo de limo bacteriano alcalino (PH aumenta). A aumentação do PH favoriza as bactérias em cargo da nitrificação (transformação do nitrogênio em nitrato). As ervas daninhas prosperam em um sol cheio de nitrato. Quando tem um balanco equilibrado entre fungos (que reduzem PH, aumentam acidez) e bactérias as ervas daninhas não podem se desenvolver, o que diminua a competição com as plantas produtivas plantadas na margem da floresta.

No coração da floresta

Os fatores essenciais aqui são;

  • composição do ecossistema do solo
  • luminosidade
  • redução da competição entre raízes

Exemplos de árvores na floresta

forest-border-plant-diversity-generic

  • F: grandes árvores e palmeiras produtivas (mangueira, jaqueira, coqueiros verdadeiros, dendê, …). Pode incluir grande leguminosas como Acácia Mangium (árvore de apoio).
  • E: árvores produtivas de tamanho grande/médio (abacateiro, cajá, …)
  • D: árvores de apoio (fixador de nitrogênio) de tamanho médio/pequeno (inga, gliricidia, leucaena, …). As especies de apoio pode ser podadas intensivamente para produzir mulch e manejar a luminosidade na zona de transição.
  • G: (Zona de transição) Plantas trepadeiras. Elas vivem em lugares onde existe plantas que tem uma estrutura forte para apoiar elas.  Geralmente essas plantas de apoio são plantas com lignina que preferem um solo a predominância de fungo. E uma boa suposição de considerar que as videiras podem ser localizadas na beira das florestas e que são mais adaptadas a um solo com equilibro entre fungo e bactéria. (a escolha das espécies depende da luminosidade)
  • C: (Zona de transição) árvores produtivas ou de apoio pequenas (a escolha das espécies depende da luminosidade)
  • B: (Zona de transição) arbustos produtivos e plantas anuais de tamanho entre 1 e 3 m (a escolha das espécies depende da luminosidade)
  • A: (Zona de transição) plantas anuais produtivas e de apoio e pequenas pereniais de tamanho menos que 1 m (a escolha das espécies depende da luminosidade)

Escolha das espécies em função da luminosidade

Nos trópicos (entre os trópicos e o equador) é importante considerar que o percurso do sol passa por outro lado da vertical no verão. Isto significa que falamos aqui duma tendencia media e também que a luminosidade recebida por as plantas na borda da floresta pode ser manejada com a poda (o não) das arvores de apoio para aumentar o reduzir a luminosidade recebida por as plantas na zona de transição, dependente da estação.

Borda de floresta orientada no sol

forest-border-plant-diversity-sunny

  • G: Plantas trepadeiras;

    • Maracujá; essa fruteira é sujeita a ataque de fungos patogênicos.  Quando localizada em um solo a predominância de fungo a diversidade de fungo disponíveis vá ajudar a planta a lutar contro os fungos patogênicos.
    • Inhame cará
    • Chuchu
    • Feijão de corda (comestível), Feijão do porco (de apoio, não aumenta a acidez)
  • C: árvores produtivas ou de apoio pequenas;
    • Acerola
    • Bananeiras; durante o período de frutificação as bananeiras precisam de um pouco de sombra
    • Cafe do sol
    • Guandu (leguminosa semi-perene)
  • B: (Zona de transição) arbustos produtivos e plantas anuais de tamanho entre 1 e 3 m
    • Cana de açúcar; Deve ser podado frequentemente para evitar uma altura extrema.
    • Capim elefante (Anapie); Deve ser podado frequentemente para evitar uma altura extrema. O Anapie pode ser utilizado como ração para animais o na composição do compostagem.
    • Algodão
    • Tomate
    • Pepino
    • Milho
    • Pimenta e Pimentão
  • A : (Zona de transição) plantas anuais produtivas e de apoio e pequenas pereniais de tamanho menos que 1 m

Borda de floresta orientada na sombra

forest-border-plant-diversity-shady

  • C: árvores produtivas ou de apoio pequenas;
    • Abiu
    • Hibisco; Há espécies de hibisco cuja folha e flores são comestíveis. As folhas de hibisco quando caem no chão são nutrientes que as minhocas adoram. Minhocas podem ajudar na produção de bactérias benéficas para as plantas hortaliças então ajudar na transição entre floresta et horta. Geralmente tem poucas minhocas nas florestas por causa de um solo acidez e da predominância dos fungos.
    • Amora
    • Biribiri
    • Cacau
    • Cupuaçu
  • A : plantas anuais produtivas e de apoio e pequenas pereniais de tamanho menos que 1 m
    • Taioba; E uma planta perenal cuja folha é comestível.

Manejo da competição entre a horta e as raízes das arvores

Manejo mecânico

Não é conselhado de cortar as raízes horizontais principais das arvores. Esse tratamento, si aplicado a todas as arvores na borda da floresta, vai reduzir a capacidade das arvores a produzir biomassa e frutas e a se defender contra doenças. A instalação de barreiras par prevenir o desenvolvimento dessas raízes também vai reduzir o potencial das arvores e na maioria dos casos não vai funcionar e as raízes vão achar um passagem embaixo o acima das barreiras.

A solução a mais sustentável e de criar canteiros elevados na proximidade das arvores. Esses canteiros pode ser de formas e técnicas diferentes; pneus usados, estrutura de barro feita com hiperadobe, na foto aqui tem só uma camada de hiperadobe mais poderia ser 6 ou 7 camadas para elevar o canteiro e ter uma boa posição de trabalho;

hiperadobe-para-canteiro

Se a estrutura e elevada ela pode incluir uma lona horizontal entre as camadas 2 e 3 para prevenir as raízes de subir e invadir o canteiro.

Varias técnicas podem ser utilizadas par isolar o canteiro do barro e das raízes e criar uma estrutura resistente a chuva; um canteiro de ferrocimento,  um canteiro de barro com cimento, um canteiro de entulho e barro, pecas de madeira uma vez que a floresta produze suficiente toras de madeira, etc.

A forma do canteiro pode ser de ferradura par otimizar os movimentos para manejar as plantas;

ferradura-canteiro

Nessa versão entulho e barro são utilizados, com uma camada pequena de cimento para proteger as bordas da chuva.

floresta-horta-e-canteiros

Nessa imagem pode se ver que os canteiros que isolam as plantas anuais das raízes são localizados perto da floresta onde tem a maior competição. Mais longe da floresta as raízes são menores e a competição pode ser manejada com ferramentas biológicas direitamente com canteiros em campo aberto.

Manejo biológico

As arvores e as pereniais precisam de um solo com predominância de fungos.  Essas pantas gostam do nitrogênio na forma do amônio.

As plantais anuais que tem uma vida curta não desenvolveram uma simbiose com fungos porque precisa tempo para essa simbiose e não vale a pena. Essas plantas gostam de solo a predominância de bactéria com nitrogênio na forma de nitrato.

A estrategia para desenvolver cada tipo de vegetação (arvores de um lado e horta do outro lado) é de influenciar a biologia do solo com ciclos nutritivos que vão favorizar um tipo de planta em cada lugar.

Favorizar as arvores

Para criar um solo a predominância de fungos precisa de adubação a base de carboidratos e lignin (folhas mortas completas, galhos, …). Nesse caso; os fungos vão ser capaz de invadir essa biomassa e achar um caminho para acessar ela, enquanto as bactérias não são moveis e não podem se desenvolver a traveis de grande distancia (respeitativo a escada dos microrganismos um espaço entre 2 folhas represente um vazio “interstelar”). O fungo vai também ser capaz, com enzimas, de extrair da mateira orgânica todos os nutrientes que as pereniais precisam; nitrogênio, potássio, fosforo, etc. As plantais anuais nesse tipo de substrato vai faltar de nitrogênio e dos outros nutrientes. A camada de folhas e galhos pode ser colocada no chão e vai permitir também de obstruir o desenvolvimento das plantas daninhas que precisam de bactérias para se desenvolver.

Favorizar as anuais

Para criar o solo que vai favorizar as pantas anuais precisa de uma predominância de bactéria. Para obter esse tipo de solo tem varias técnicas;

  • triturar as folhas para obter uma granulosidade mais adaptada ao tamanho das bactérias e misturar essa mateira orgânica com a camada superficial do solo. As bactérias vão beneficiar de uma estrutura adequada para se desenvolver.
  • misturar qualquer tipo de composto o matéria orgânica básica com biomassa verde (capim, folhas verde, etc.) bem triturada. A matéria verde inclui nitrogênio e muitos microrganismos.
  • Fazer um compostagem com um ratio de C:N 25:1 (rico em nitrogênio)
  • Fazer chá de composto com composto de ratio 25:1
  • Utilizar vermicompostagem. As minhocas produzem um húmus com muito microrganismos beneficiais direitamente utilizados por as plantas anuais. O chorume (liquido produzido por minhocas)  deve ser utilizado também diluído em proporção de 10% com água.

Jardim vertical de Batata Doce

Essa técnica se adapta bem na Permacultura Urbana quanto falta de espacio.

Batata doce gosta do sol. O canteiro vertical tem que ser localizado em um lugar bem ensolarado.

Essa planta se propaga com estaca e quando cresce e produze o haste ele pode ser enterrado para fazer novas raízes e se desenvolver.

A estrutura interna com cavidade e o material dos pneus faz que a coluna guarda bem a umidade e não precisa de muita irrigação.

Para retirar as batatas precisa de remover os pneus.

E aconselhável limpar os pneus antes de usar para evitar o contacto com os produtos industriais associados aos pneus.