C é a abreviação do atome de Carbono
N é a abreviação do atome de Nitrogênio
N faz parte dos principais macronutrients junto com potássio (K) e fósforo (P).
C/N é a divisão da quantidade de Carbono pela quantidade de Nitrogênio dentro da material orgânica. Esta proporção é um indicador do equilíbrio nutricional do substrato das plantas e dos microorganismos.
Quando se fala duma relação C/N de 30 significa 30 vezes mais Carbono que Nitrogênio. Geralmente o bom equilíbrio é localizado entre 30 e 24. Uma planta que precisa um substrato rico (isso quer dizer rico em nitrogênio para simplificar) precisa uma relação mais perto de 24.
Menor a relação mais rico o substrato. Um C/N de 15 significa que o material tem dois vezes mais nitrogênio que um substrato de 30.
Se você coloca um insumo rico em nitrogênio no solo , por exemplo 15 você vai estimular a propagação dos microorganismos que gostam particularmente de um material rico em nitrogênio. Vai também estimular o crescimento das plantas com um risco de desequilibrar a fisiologia das folhas por exemplo reduzir sua proteção contra insectos.
O nitrogênio pode ser considerado como um fator limitante igual a água. O atome de Nitrogênio se acha no ADN dos organismos , na clorofila e participa nos processos de propagação . Assim pode ser considerado como um grande poder de crescimento. E a razão porque é muito utilizado como fertilizante. Na natureza o nitrogênio fica essencialmente no ar na forma N2 (78% da composição do ar), extremamente estável, difícil de dissociar para ser utilizado nos processos biológicos. As plantas não sao capaz de utilizar esse nitrogênio. A separação da molecula N2 em dois atomes de Nitrogênio, depois recombinado para produzir Nitrato, Amônio, Nitrito, formas comestíveis pela biologia dos organismos, é feita pelas bacterias fixadores do nitrogênio, no solo. Estas bacterias são libres no solo ou entram em simbiose com as plantas de tipo leguminisas, plantas que protegem e alimentas estas bacterias como usinas de produção de nitrogênio disponivel. As leguminosas são utilizadas na agricultura para enriquecer o solo em nitrogênio na rotação dos cultivos ou para a produção agricola com menos utilização de fertilizante nitrogenados. Quando produzidos pela industria química os fertilizantes nitrogenados utilizam energia fossil com custos mais e mais altos. As leguminosas famosas são soja e feijão . Existem também arvores na familia das leguminosas como gliricidia e acacia mangium, utilizadas no sistema agroflorestal.
Os estercos animais contem grande quantidade de nitrogênio, particularmente quando associados a urina. Na produção de compostagem (ver as diferentes maneiras de produzir compostagem) é necessário adicionar carbono na forma de material marrão (folhas mortas da serrapilheira por exemplo) para equilibrar o substrato final.
O grande problema da fertilização com nitrogênio
Quando colocamos nitrogênio no solo, seria fertilizante químico ou orgânico, vamos estimular a propagação das bacterias. Elas, para equilibrar a nutricao delas, vão extrair o carbono do humus, ou seja o carbono disponível do solo. Esse carbono é então exalado na forma de CO2 e retorna ao ar. O resultado é uma diminuição do carbono no solo , isso quer dizer uma degradação do solo, seja na sua capacidade de manter a vida, seja a sua estrutura e capacidade a absorver água e ar.
60 % das terras no planeta são degradadas por causa dessa fertilização (entre outras praticas como a utilização de fongicidos e pesticidos, destruidores da vida do solo), com compactação, erosão e perda da fertilidade associada a riqueza dos minerais fornecidos pela microbiologia do solo.
De maneira alternativa a produção de nitrogênio pelas bacterias permite uma alimentação equilibrada de nitrogênio para o solo.