Um milho auto fertilizante

Pesquisadores de universidades e empresa americanas descobriram a capacidade de uma variedade de milho desenvolver uma simbiose com bactérias fixadoras do nitrogênio. A simbiose não acontece de mesma maneira que para as leguminosas (nódulos protetores de bactérias na rizosfera) mas através de um gel protetor produzido ao nível das raízes aéreas que se desenvolvem na base do caule.
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A produção de nitrogênio pela simbiose pode atingir entre 30% e 80% do nitrogênio necessário para a planta se desenvolver. Esse milho é cultivado na região de Oaxaca, México, por agricultores locais. A eficácia do processo biológico depende de fatores como umidade e chuva.
A descoberta dessa simbiose representa um impacto positivo importante para a agricultura sustentável tropical. A disposição duma fonte importante de nitrogênio pela planta é a garantia de se desenvolver de maneira poderosa para extrair outros nutrientes e água no solo, necessários para um bom desenvolvimento.
Outros estúdios mostram também que a biomassa do milho que fica depois da colheita (caule, raízes,folhas…) contém mais nitrogênio residual que plantas como feijão uma vez extraídas as sementes. Essa particularidade deveria ser estudada mais profundamente para também analisar se a serrapilheira desse milho pode ser utilizada para compostagem ou cobertura morta nos ciclos de regeneração da terra nos sistemas Permaculturais . O nome local desse milho é Cajete.

Link em inglês: News.wisc.edu

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